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Café brasileiro vira estratégia para conquistar o mercado chinês

Parcerias e ações culturais ampliam presença do produto na China e impulsionam exportações brasileiras

3 min

11/02/2026 12:51 • Atualizado há 201 dias

Café brasileiro vira estratégia para conquistar o mercado chinês

A cooperação entre Brasil e China no setor cafeeiro vem ganhando dimensão que vai além do comércio exterior, incorporando ações de promoção cultural e construção de marca para ampliar a presença do café brasileiro no mercado chinês. Iniciativas recentes indicam que o produto tem sido utilizado como instrumento de aproximação entre os dois países, em um contexto de demanda crescente por alimentos brasileiros.

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Segundo reportagem da agência Xinhua em português, parcerias firmadas em 2025 entre a ApexBrasil e a rede chinesa Luckin Coffee resultaram em uma série de ações voltadas à divulgação do café brasileiro na China.

Entre elas estão a criação de um museu temático do café do Brasil, campanhas culturais como a “Temporada Brasil” e o desenvolvimento de personagens animados para engajar o público consumidor, especialmente os mais jovens. A estratégia busca reforçar a imagem do Brasil como produtor de café de qualidade e aprofundar a conexão cultural com o consumidor chinês.

A presença do café brasileiro no cotidiano da China ganhou escala no fim de 2025, quando a campanha “Brazil Season” levou a marca “Café do Brasil” a mais de 30 mil lojas da Luckin Coffee.

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A estimativa é de que cerca de 400 milhões de copos tenham sido vendidos durante o período, acompanhados de ações promocionais, como a distribuição de brindes temáticos, a exemplo de mini capivaras de pelúcia. O objetivo foi consolidar o café brasileiro em um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Os dados de comércio exterior confirmam o avanço dessa estratégia. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações brasileiras de café não torrado para a China somaram US$ 335,1 milhões, valor que já supera metade de todo o volume embarcado ao longo de 2024. O resultado evidencia a ampliação do interesse chinês pelo café brasileiro e o potencial de crescimento desse fluxo comercial.

Especialistas em comércio internacional avaliam que a aproximação cafeeira entre os dois países combina interesses econômicos e culturais. Ao integrar experiências de marca, eventos e campanhas de grande alcance às estratégias de promoção comercial, Brasil e China ampliam os canais de relacionamento entre empresas e consumidores, fortalecendo o comércio bilateral e o entendimento cultural mútuo.

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A cooperação no café se insere em um movimento mais amplo de fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro há anos. Além do agronegócio, os dois países vêm aprofundando intercâmbios em áreas como tecnologia, inovação e cultura, reforçando a relevância estratégica da relação bilateral.

Com informações da Ag. Brasil China

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