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Kombi Last Edition: a série especial que marcou o fim de uma era

Todo 2 de setembro é uma data especial para os fãs de um dos mais icônicos utilitários da história. Foi nesse dia, em 1957, que a Kombi começou a ser

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02/09/2026 14:03 • Atualizado há 45 dias

Kombi Last Edition: a série especial que marcou o fim de uma era

Todo 2 de setembro é uma data especial para os fãs de um dos mais icônicos utilitários da história. Foi nesse dia, em 1957, que a Kombi começou a ser produzida na Fábrica de Anchieta, a primeira unidade fabril da Volkswagen fora da Alemanha. Por isso, colecionadores e entusiastas celebram por aqui o Dia Nacional da Kombi.

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De 1957 até o fim da produção, em 2013, foram fabricadas aproximadamente 1,55 milhão de Kombi no Brasil. O modelo também teve versões de seis portas, picape, cabine dupla, ambulância, Carat e diferentes séries especiais.

A história da Kombi no Brasil, contudo, começou com a chegada oficial da Volkswagen ao país, em 1953, inicialmente com veículos importados. Mundialmente conhecida como Transporter T1, era derivada do Fusca. Por aqui, ganhou o nome de Kombi, que vem de Kombinationsfahrzeug, expressão alemã associada justamente à combinação de suas várias funções.

A primeira Kombi brasileira utilizava motor de 1.200 cm³, quatro cilindros contrapostos e refrigeração a ar, com 30 cv. Ao longo das décadas, foi evoluindo e, em sua fase final, adotou motor 1.4 refrigerado a água. Em 1997, recebeu novo visual, com o famoso “teto alto”, que seria semelhante ao da T2 dos anos 1970.

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Entre as versões mais raras estão a Kombi 50 Anos, limitada a 50 unidades, a Série Prata, com 200 exemplares, e a Carat, produzida em quantidade próxima de mil unidades. Também havia outras carrocerias e aplicações, como picape, cabine dupla e ambulância.

A Volkswagen Kombi encerrou sua produção no Brasil em agosto de 2013, depois de 56 anos de fabricação nacional. Para marcar o fim de uma trajetória iniciada em São Bernardo do Campo (SP) em 1957, a Volkswagen criou a Kombi Last Edition, série especial que combinava elementos visuais associados ao passado do modelo com a mecânica utilizada nos últimos anos de produção.

A edição de despedida foi inicialmente planejada para 600 unidades, mas a procura levou a Volkswagen a dobrar o volume para 1.200 exemplares. O preço anunciado na época era de R$ 85 mil, valor que colocava a série em uma faixa muito superior à da Kombi convencional e ajudava a posicioná-la como item para colecionadores.

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“Ela já nasceu colecionável. Toda grande coleção que se preze tem uma Last Edition, inclusive no exterior”, afirma Gustavo Brasil, antigomobilista e presidente da Federação Brasileira de Antigomobilismo (FBA).

Ele cita como exemplo o Museu Autoworld, em Bruxelas, mas afirma que a Volkswagen cometeu um erro ao anunciar inicialmente 600 unidades e depois ampliar a produção para 1.200. “Tanto que algumas viraram carros de frota. Havia, por exemplo, viaturas de trânsito em Curitiba (PR) que eram da série especial”, complementa Gustavo Brasil.

A estratégia também envolveu uma campanha de despedida pouco comum na indústria automobilística. Em vez de apresentar um novo produto, a Volkswagen promoveu o chamado “deslançamento”, reunindo histórias de proprietários e criando ações para registrar a relação do público com o utilitário.

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A Last Edition recebeu pintura em dois tons de azul e branco, rodas com faixa branca, calotas específicas e cortinas nas janelas. O interior trazia bancos revestidos em vinil azul e branco, acabamento diferenciado e identificação individual das unidades.

A mecânica, entretanto, não recebeu alterações específicas. O modelo utilizava o motor 1.4 EA111 Total Flex, introduzido na Kombi em 2005 para substituir o tradicional propulsor boxer refrigerado a ar. Na Last Edition, o quatro-cilindros entregava até 80 cv com etanol e 78 cv com gasolina, associado a um câmbio manual de quatro marchas.

O encerramento da fabricação não ocorreu apenas por uma decisão comercial. A partir de janeiro de 2014, novos veículos produzidos no Brasil precisariam atender às exigências de airbags e freios ABS. A arquitetura da Kombi, desenvolvida décadas antes, não permitia uma adaptação economicamente viável para atender às novas normas.

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A despedida não encerrou a história da família Transporter. Na Alemanha, a linhagem evoluiu para novas gerações e atualmente possui versões eletrificadas. Da T1 e T2, vendidas no Brasil, o veículo está na geração T7 na Europa.

Em 2023, a Volkswagen brasileira voltou a associar a Kombi clássica ao ID.Buzz, modelo elétrico inspirado no conceito original. A tentativa de transportar o legado do utilitário para a era da eletrificação, porém, teve uma trajetória diferente no mercado brasileiro.

“Um detalhe interessante é que a Kombi não deixou sucessora, nem tinha concorrentes. Modelos como Kia Besta ou Asia Topic não tinham as mesmas características da Kombi, como manutenção barata, robustez e simplicidade mecânica. Tanto que muitas continuam no trabalho até hoje”, ressalta Gustavo Brasil.

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Fato que tem afetado o mercado de carros antigos é a busca de estrangeiros por Kombis feitas no Brasil. Como a segunda geração ficou em linha até 2013 e a primeira até 1975, muitos colecionadores compram no mercado nacional para levar ao estrangeiro.

“Kombi continua sendo ainda uma paixão do brasileiro, mas ela sofreu um pouco com essa predação do mercado externo, que levou boa parte das coleções dos carros de ótima condição. No entanto, o preço da Kombi que era mais elevado tem uma tendência a se estabilizar ou de repente até cair e que para quem quer comprar é muito positivo”, analisa Gustavo Brasil.

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