Toyota investe R$ 7,3 bi na Argentina e pode trazer Hilux híbrida ao Brasil
Projeto prevê produção de versões híbrida e elétrica da picape e expansão da fábrica que abastece o mercado brasileiro

A Toyota recebeu aprovação para aderir ao programa argentino de incentivo a grandes investimentos com um projeto de US$ 1,3 bilhão para ampliar a produção de veículos eletrificados na fábrica de Zárate, na província de Buenos Aires.
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O investimento, equivalente a cerca de R$ 7,3 bilhões, abre caminho para a produção de versões híbridas e elétricas de modelos fabricados na Argentina, com potencial impacto no mercado brasileiro.
A empresa ainda não revelou oficialmente qual será o modelo produzido com os recursos. Informações divulgadas pela imprensa argentina e pelo setor automotivo, porém, relacionam o projeto à próxima geração da Toyota Hilux, que deverá incorporar diferentes níveis de eletrificação.
A planta de Zárate produz a picape e o SUV SW4 desde 1997 e abastece diversos mercados da América Latina, incluindo o Brasil. Aproximadamente 70% da produção associada ao novo investimento deverá ser destinada à exportação. A estimativa é que as vendas externas gerem mais de US$ 1,2 bilhão por ano para a Argentina.
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A expansão também terá impacto sobre o mercado de trabalho. A Toyota prevê aproximadamente 3.600 postos durante a fase de construção e implantação das novas instalações. Quando a operação estiver consolidada, a estimativa é de 2.600 empregos diretos e indiretos.
A produção da próxima geração da Hilux na Argentina deverá começar com o conhecido motor 2.8 turbodiesel de quatro cilindros de 204 cv, associado a uma configuração sem eletrificação. Na sequência, está prevista uma versão com sistema híbrido leve de 48 volts.
Nesse caso, um motor-gerador elétrico trabalha em conjunto com o propulsor a diesel e uma bateria de 48 V para auxiliar principalmente nas partidas e acelerações. A configuração híbrida leve deverá manter a capacidade de reboque de 3.500 kg e a carga útil de 1.000 kg, segundo os dados divulgados.
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Também está prevista uma versão totalmente elétrica. O conjunto informado utiliza dois motores, um em cada eixo, com potência combinada de 196 cv, além de bateria de 59,2 kWh. A autonomia estimada é de 240 km pelo ciclo WLTP. Por utilizar uma arquitetura diferente, a capacidade de reboque cairia para 1.600 kg.
A programação divulgada aponta ainda para a produção do novo SW4 em Zárate a partir de março ou abril de 2027. A versão híbrida leve da Hilux está prevista para o segundo trimestre do mesmo ano, enquanto a variante elétrica teria produção no fim de 2027 e chegada ao mercado brasileiro em 2028. O cronograma, porém, ainda depende da execução do projeto e não representa uma confirmação oficial das datas de lançamento no Brasil.
O movimento terá impacto direto no mercado brasileiro, já que Hilux e SW4 produzidos em Zárate são atualmente comercializados no país. A definição das versões, dos preços e das especificações destinadas ao Brasil ainda dependerá das decisões futuras da fabricante.
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