Vendas de veículos devem chegar a 3,1 milhões em 2026, diz Anfavea
Projeção representa alta de 15,2% e maior volume anual desde 2014, segundo a entidade

A venda de veículos no Brasil deve alcançar 3,1 milhões de unidades em 2026, segundo nova projeção da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgada nesta quarta-feira (7). Se confirmado, o resultado será o maior desde 2014 e representará crescimento de 15,2% em relação ao ano passado.
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A entidade revisou novamente para cima sua estimativa de vendas após o desempenho do mercado no terceiro trimestre. No início do ano, a previsão era de alta de apenas 2,7%. A projeção também havia sido elevada no fechamento do primeiro semestre.
O avanço esperado para 2026 é concentrado nos segmentos de automóveis e comerciais leves, cuja previsão de crescimento passou para 16,4%. Já o mercado de veículos pesados, formado por caminhões e ônibus, deve terminar o ano com queda de 6,5%.
Setembro reforçou o cenário de recuperação. Foram emplacados 281,4 mil veículos no mês, o maior volume registrado desde dezembro de 2014. O resultado foi puxado principalmente pelos automóveis, cujas vendas acumulam alta de 22,5% no ano.
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Segundo a Anfavea, o crescimento de 350 mil unidades nas vendas de automóveis é explicado, em parte, pelo programa Carro Sustentável, responsável por 84 mil unidades, e pelo avanço dos veículos eletrificados, que acrescentaram 242 mil unidades no período.
Os eletrificados responderam por 69% do crescimento das vendas no acumulado do ano. Entre eles, os modelos totalmente elétricos tiveram destaque e triplicaram os emplacamentos no período.
O resultado ocorre em um cenário de forte expansão dos veículos leves. A participação dos eletrificados já chega a 20,1% dos registros de veículos leves 0 km.
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Apesar da expansão do mercado de automóveis, os veículos pesados apresentam recuperação mais lenta. Entre janeiro e setembro deste ano, as vendas de caminhões recuaram 3,8%, enquanto as de ônibus caíram 4,4%. A produção desses dois segmentos também diminuiu no período.
O cenário positivo do mercado interno também levou a Anfavea a elevar sua previsão para a produção nacional. A entidade agora estima crescimento de 6,7% em 2026, para um volume superior a 2,8 milhões de autoveículos.
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou que os resultados do mercado interno ajudam a impulsionar a produção e os empregos, mas disse que a indústria precisa acompanhar os efeitos do aumento das importações e da queda das exportações.
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A previsão para as exportações, por sua vez, foi revisada para baixo. A entidade estima queda de 17,7% nos embarques de veículos em 2026, em razão principalmente da retração do mercado argentino e do avanço de veículos chineses nos países da América do Sul.
O desempenho das vendas ocorre, portanto, em um cenário de forte expansão da demanda doméstica, mas com desafios para a indústria brasileira no comércio exterior.
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