Meta admite que redes fazem mal às crianças; como proteger seu filho
Especialista orienta pais a impor limites no uso de eletrônicos e priorizar diálogos e atividades com os filhos

A Meta firmou um acordo judicial de US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 86 bilhões) nos Estados Unidos para encerrar ações que a responsabilizam por danos à saúde mental, autoestima e bem-estar de crianças e adolescentes. Além da indenização, a proprietária do Facebook e do Instagram se comprometeu a implementar mudanças práticas na experiência de menores nas redes.
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O cérebro em formação é especialmente vulnerável ao uso descontrolado de telas. A superexposição digital amplia os riscos de ansiedade, sintomas depressivos e distorções de imagem corporal durante a construção da identidade. Entre os principais perigos do ambiente virtual estão a exposição a violência explícita e pornografia, publicidade voltada a jogos de azar e apostas e comunidades extremistas que prejudicam a socialização no mundo real.
Diretrizes de Jonathan Haidt para famílias
O psicólogo social Jonathan Haidt, autor de A Geração Ansiosa, sugere quatro pilares para reduzir os transtornos associados à hiperconexão:
Sem smartphones antes dos 14 anos (9º ano): priorizar aparelhos básicos apenas para comunicação essencial.
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Sem redes sociais antes dos 16 anos: proteger o período mais crítico do desenvolvimento emocional.
Escolas livres de celulares: focar no aprendizado e na convivência presencial.
Mais brincadeiras livres e independência: incentivar atividades offline sem supervisão excessiva.
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A postura dos pais serve como referência direta. A mediação deve focar no diálogo aberto — sem sermões punitivos — e em limites claros. O especialista recomenda que os pais controlem o uso das telas em momentos como as refeições, período em que conversas e interações, com contato visual, devem ser feitas, além de impor limites de horários no uso dos eletrônicos à noite, priorizar o diálogo em viagens de carro e ter controle das conexões, como programar o roteador Wi-Fi para desligar o acesso à internet em um horário fixo. Ouvir audiolivros ou podcasts em família e planejar passeios em locais com pouco ou nenhum sinal também é uma alternativa.

Sinais de alerta
Mudanças bruscas de comportamento exigem atenção e intervenção dos responsáveis:
Queda no rendimento escolar.
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Isolamento e distanciamento do círculo de amizades.
Perda de interesse por passatempos que antes geravam prazer.
Irritabilidade ou dificuldade extrema em interromper o tempo de tela.
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Ajustes práticos de privacidade e segurança
Embora não solucionem os problemas estruturais das plataformas, medidas de configuração ajudam a mitigar a exposição:
Perfis privados: exigir aprovação prévia para novos seguidores e contatos.
Bloqueio de interações externas: desativar o recebimento de mensagens diretas, marcações ou menções de contas fora da lista de amigos.
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Restrição de alcance: desabilitar recursos como stitch e remix no TikTok e no Instagram para evitar o uso de vídeos por terceiros.
Com informações da Agência Estado
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