Ciência e tecnologia

‘Robôs assassinos’: ONU faz apelo por regulamentação de armas autônomas

ONU e Cruz Vermelha alertam que o mundo está próximo de um cenário em que robôs atacam humanos

2 min

26/08/2026 09:27 • Atualizado há 6 dias

A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Cruz Vermelha fizeram um alerta de que o mundo está próximo de um cenário em que robôs atacam humanos. As instituições fizeram um apelo pela regulamentação das chamadas “armas inteligentes”.

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Os mais veteranos vão lembrar do filme “O Exterminador do Futuro” ou “Blade Runner”, em que inteligências artificiais decidem por si só e atacam pessoas.

Já em 2023, a ONU solicitou a seus Estados-membros a proibição desse sistema, mas não houve resposta para o apelo. Os países não confirmam a utilização de armas que podem selecionar seus alvos sem a intervenção humana.

Porém, esta semana, em Zaporizhzhia, na Ucrânia, houve um ataque de drone russo a um posto de combustível, matando três civis. O drone teria escolhido de forma autônoma seu alvo, que muito provavelmente foram os tanques de propano.

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As autoridades ucranianas analisaram os destroços do drone robô e identificaram chips da empresa Nvidia, que produz chips de última geração que alimentam os mais avançados sistemas de inteligência artificial no mundo.

Este teria sido o primeiro caso documentado em que ataques por armas escolheram seu próprio alvo e mataram civis.

Analistas alegam que essas armas autônomas têm a capacidade de realizar ataques cada vez mais precisos, o que pode poupar vidas. Por outro lado, estes robôs estão mais sujeitos a erros, como não conseguir distinguir civis inocentes de combatentes, e a violações das leis de guerra.

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Além da Rússia, há denúncias de que a Ucrânia também realizou ataques com essas armas, assim como os Estados Unidos durante o ataque ao Irã.

O problema é quando uma máquina passa a decidir sozinha quem deve morrer.

Um erro humano pode ser julgado e alguém pode ser responsabilizado. Mas quem julga um algoritmo? Talvez seja hora de o mundo decidir até onde a inteligência artificial pode ir — antes que seja tarde demais.

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