Adriana Araújo
Jornal da Band

Quem prega que feminicídio não existe é conivente com quem puxa gatilho

Quem prega que feminicídio não existe tripudia sobre as vítimas. Diz amém à barbárie

1 min

12/10/2026 19:33 • Atualizado há 5 dias

Quem prega que feminicídio não existe é conivente com quem puxa gatilho

Jonatã de Jesus Batista era pastor de Instagram, pregava em nome de Deus e matou a ex-mulher na frente dos filhos. Sete facadas. Mateus Isaac Silva eliminou a namorada. Um tiro na cabeça.

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Para quem não enxerga a dor das famílias, as vítimas Jeane e Ana Clara podem ser apenas números: duas a mais na estatística.

Para quem não quer entender a gravidade da violência contra a mulher, parece inofensivo sair por aí gritando que homem é agressivo mesmo, que mata por paixão, por ciúme... É ultrajante.

Para feminicidas, só existe uma regra: "seja feita a minha vontade". É isso que eles pregam. É isso que praticam. Mulher não pode ter vontade própria, liberdade de escolha.

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Feminicida mata por posse, por dominação. A mulher só tem que obedecer: "Se não me quer, não tem direito a viver."

Quem prega que feminicídio não existe tripudia sobre as vítimas. Diz amém à barbárie. É conivente com quem puxa o gatilho ou afia o punhal.