Cancelar debate em véspera de eleição é a degradação do processo político
Carlos Andreazza critica ausência de Flávio Bolsonaro no debate e a interferência judicial no processo eleitoral
O âncora e colunista Carlos Andreazza criticou nesta sexta-feira (2) a decisão de Flávio Bolsonaro de não participar do debate da Globo, após a confirmação de Renan Santos no encontro. O jornalista também reclama da decisão da ministra do TSE Estela Aranha sobre as regras para candidatos ausentes.
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Para Andreazza, houve uma “fuga” de Flávio, que já havia condicionado a participação à ausência de Renan. Ele também questionou a decisão de impedir a exibição do púlpito reservado ao candidato ausente. Para o colunista, a presença do espaço vazio não seria uma punição, mas uma forma de informar ao eleitor que o candidato foi convidado e decidiu não participar. A ministra Estela Aranha entendeu, em decisão preliminar, que a exposição reiterada do espaço poderia produzir efeitos além da informação sobre a ausência.
Na avaliação de Andreazza, a decisão de Gilmar Mendes, que determinou a participação de Renan Santos no debate, representa uma interferência política no processo eleitoral. O ministro derrubou decisão do presidente do TSE, Nunes Marques, e determinou a inclusão de Renan após a desistência de Lula, seguindo critério previsto nas regras da emissora.
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