Flávio Bolsonaro e o limite entre o salto alto e sentar na cadeira
Andreazza avalia que sensação de favoritismo de Flávio Bolsonaro pode atrapalhar a campanha no 2º turno
Para o âncora e colunista Carlos Andreazza, Flávio Bolsonaro adota uma estratégia de comportamento baseada no resultado do primeiro turno, quando terminou à frente de Lula. O senador do PL procura consolidar a imagem de favorito à Presidência e age como se a chegada ao Planalto fosse uma questão de tempo.
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Andreazza compara a postura de Flávio à de um time de futebol que vence por dois a zero e passa a administrar o placar, sem correr riscos desnecessários. O candidato recebe governadores e sinaliza abertura ao diálogo, inclusive com políticos de outros grupos, para tornar natural a percepção de que ocupa o centro do poder.
Segundo o colunista, essa estratégia contrasta com a postura de Lula, que tende a apostar no tudo ou nada. Andreazza destaca, porém, que existe uma fronteira tênue entre administrar a vantagem e demonstrar excesso de confiança. A condição de favorito pode ser confortável, mas também abre espaço para o salto alto.
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