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Cocô-bomba: o ritual de passagem da mãe de primeira viagem

Reza a lenda que uma mãe só é batizada como “mãe legítima” depois de uma experiência com o cocô-bomba. Para quem nunca viu, esse momento fatídico da vida de

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06/10/2026 19:15 • Atualizado há 5 dias

Cocô-bomba: o ritual de passagem da mãe de primeira viagem

Reza a lenda que uma mãe só é batizada como “mãe legítima” depois de uma experiência com o cocô-bomba. Para quem nunca viu, esse momento fatídico da vida de um bebê acontece quando o cocô ultrapassa o limite da fralda e geralmente chega até a nuca, de uma maneira volumosa e explosiva. Em questão de segundos, nós, mães de primeira viagem, ficamos paralisadas sem saber o que fazer.

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Lembro até hoje de uma tarde tranquila, pós-amamentação, em que eu olhava minha bebê sorrindo no colo. De repente, o olhar mudou e, com apenas uma força, senti um quentinho na minha roupa. Ao levantá-la, você já pode imaginar a cena. Eu não sabia nem por onde começar.

É nesse momento que a gente entende o motivo de as golas dos bodies de bebês esticarem tanto, já que a única saída é tirá-los por baixo. Além disso, a praticidade de um chuveiro nunca foi tão útil.

Mas existe um outro ponto de vista que eu preciso te contar. É comum os bebês sentirem dificuldade para evacuar, já que o sistema digestivo ainda está amadurecendo. A minha filha, por exemplo, sofreu de disquesia do lactente, que é um distúrbio temporário em que o bebê chora, faz força e fica com o rosto vermelho por vários minutos antes de evacuar.

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Isso acontece justamente por causa da imaturidade neuromuscular. Ou seja, o bebê ainda não sabe coordenar a força para contrair o abdômen enquanto relaxa o assoalho pélvico. Então, ele sente desconforto, chora e se irrita.

Para melhorar essa situação, comecei a perceber os sinais de quando ela queria evacuar e massageava a barriguinha para aliviar o processo. Em seguida, coloquei em prática uma das alternativas que me ajudaram nesse período: a famosa higiene natural.

Você posiciona o bebê no colo, virado para frente, em cócoras, e movimenta suas perninhas até que o cocô saia. Parece bizarro, mas funciona de verdade e foi o que me salvou durante os intermináveis choros da disquesia. Comprei até um balde, que foi batizado de Balde do Cocô!

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Sendo assim, se você é mãe de primeira viagem e teme pelo momento do cocô-bomba, saiba que ele pode ser um dos grandes aliados para ter um bebê tranquilo e dorminhoco em casa. Afinal, é melhor lidar com bom humor com as surpresas repentinas que ele pode trazer do que torcer para o bebê conseguir evacuar.

Quando se tem um bebê sofrendo com disquesia, ver um cocô-bomba é satisfatório e reconfortante!

*O autor da coluna tem autonomia para defender suas opiniões, baseadas em fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal Band Multi, nem do Grupo Bandeirantes.

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