Sonia Blota

Conflito entre Israel e Hamas completa 3 anos com mais de 74 mil mortos

Um ataque terrorista que expôs uma falha na segurança de Israel e deixou na sociedade marcas que o tempo não apaga

3 min

07/10/2026 09:09 • Atualizado há 10 dias

Conflito entre Israel e Hamas completa 3 anos com mais de 74 mil mortos

O 7 de outubro completa hoje três anos. As inesquecíveis cenas dos parapentes motorizados cruzando a fronteira de Gaza e entrando em Israel anunciaram o terror. Ao mesmo tempo, foguetes eram disparados e homens armados rompiam as barreiras por terra.

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Integrantes do Hamas e de outros grupos palestinos invadiram comunidades, atacaram famílias dentro de casa e transformaram um festival de música eletrônica numa cena de massacre. Cerca de 1.200 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas. Outras 251 foram levadas como reféns para Gaza. Um ataque terrorista que expôs uma falha histórica na segurança de Israel e deixou na sociedade marcas que o tempo não apaga.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu destruir o Hamas e trazer os reféns de volta. Mas a dimensão da ofensiva israelense e o sofrimento imposto à população palestina colocaram a proporcionalidade dessa resposta no centro das críticas internacionais. Combater um grupo terrorista não dá a nenhum governo carta branca para devastar a vida de uma população inteira.

Hoje, Gaza é um território de bairros destruídos, famílias sem casa e serviços essenciais comprometidos. Mais de 74 mil palestinos foram mortos desde o início da ofensiva, segundo as autoridades de saúde locais, cujo balanço não distingue civis de combatentes.

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Mais de 1,2 milhão de pessoas perderam suas casas. Para muitas famílias, conseguir água, comida e atendimento médico continua sendo uma luta diária. O cessar-fogo de outubro do ano passado reduziu os combates, mas não encerrou a violência nem trouxe a reconstrução de Gaza.

O conflito entre Israel e os grupos armados palestinos ultrapassou as fronteiras do enclave e foi muito além do combate ao Hamas. Na esteira dos ataques a Israel, o governo Netanyahu buscou também mudar o equilíbrio de forças na região.

O sul do Líbano foi invadido numa ofensiva contra o Hezbollah, grupo armado xiita ligado ao Irã e com um longo histórico de confrontos com Israel. O Líbano foi duramente atingido, a capital, Beirute, foi bombardeada, e o país contabilizou milhares de mortos e mais de um milhão de deslocados.

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O exército israelense também atacou o Irã, e o governo Trump, aliado de Netanyahu, juntou-se à ofensiva. O objetivo declarado era destruir o programa nuclear iraniano, que precisa de fiscalização internacional. Mas a pressão militar também colocou em discussão o futuro do regime dos aiatolás.

As consequências foram sentidas pelas economias do Golfo e também pela economia mundial, com a disparada dos preços da energia e dos combustíveis.

Três anos depois, os conflitos na região continuam, sem uma solução definitiva à vista. Lembrar o 7 de outubro é lembrar as vítimas do terrorismo. E também cobrar limites de quem respondeu a ele. A dor das famílias israelenses merece respeito. Mas a vida das famílias palestinas, libanesas e dos demais países da região também merece respeito.

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