Sonia Blota

Perfil de Maduro posta fotos do ex-ditador na prisão: ‘Estamos firmes’

Publicação acontece após anúncio do polêmico acordo petrolífero, considerado por Trump o maior da história

3 min

31/08/2026 12:33 • Atualizado há 20 horas

Foram publicadas, neste domingo (30), as primeiras fotos de Nicolás Maduro desde sua captura por tropas dos Estados Unidos, em janeiro. As imagens foram tiradas no dia 25 de junho e foram repassadas à sua família pelos correios.

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O ex-ditador venezuelano aparece sorridente, em bom estado físico, fazendo o V de vitória com a mão e vestindo um conjunto de moletom cinza-claro.

As imagens foram captadas no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, onde segue preso com sua mulher, Cilia Flores. Na publicação, a mensagem: “Estamos firmes”, e que as fotos são um presente de amor e esperança para familiares e apoiadores.

A publicação das imagens acontece dois dias depois do anúncio bilionário e polêmico acordo petrolífero entre os Estados Unidos e a Venezuela. O presidente americano, Donald Trump, classificou o pacto como o maior acordo petrolífero da história mundial, o que dá acesso aos Estados Unidos a campos com potencial comprovado de 65 bilhões de barris de petróleo.

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Em comunicado, a presidente interina, Delcy Rodríguez, agradeceu a Trump e também descreveu o acordo como histórico. O plano prevê o desenvolvimento de 17 campos petrolíferos venezuelanos considerados estratégicos por 25 anos.

Empresas privadas, incluindo companhias americanas, vão desenvolver o projeto e devem destinar uma maior parcela das receitas do petróleo a Caracas. Em troca, o governo americano terá uma participação acionária em todo o projeto.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, diz que o acordo poderá atrair cerca de US$ 100 bilhões em investimentos privados para a Venezuela. Já Delcy Rodríguez afirmou que o projeto poderá render mais de US$ 200 bilhões ao país.

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A Venezuela é o país com as maiores reservas de petróleo do mundo. São mais de 300 bilhões de barris de reservas conhecidas. Mas, com o chavismo, o setor petrolífero venezuelano foi arrasado, e o petróleo permanece debaixo da terra sem que a população usufruísse dos benefícios do chamado ouro negro.

O acordo fechado agora é pra lá de polêmico e criticado tanto pelo chavismo quanto pela oposição venezuelana. Líderes classificam como uma enorme apropriação de terras e riquezas por parte dos americanos.

Já a presidente interina da Venezuela garante que o país mantém a soberania e a propriedade total sobre seu petróleo e que as receitas fiscais vão financiar a recuperação do país. Ela prometeu transformar a Venezuela em uma potência energética.

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Na nova geopolítica mundial, com a ascensão econômica da China e grande parte das reservas de petróleo estando localizadas em áreas de conflito, como Rússia e Oriente Médio, os Estados Unidos sempre estiveram de olho em controlar as reservas da Venezuela e garantir a sua segurança energética.

Incomodaram ao governo americano as ligações político-econômicas de Maduro e a continuação do chavismo com Pequim, Moscou e Teerã. E tudo isso na geografia das Américas.

Apesar de os Estados Unidos serem hoje o principal produtor de petróleo, o petróleo americano é mais leve e não é do tipo pesado venezuelano. Boa parte das refinarias americanas, especialmente na costa do Golfo do México, foram equipadas para refinar este tipo de petróleo mais viscoso e transformá-lo em gasolina, diesel e outros produtos cruciais para a economia americana.

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Ou seja, Washington sempre quis tirar a China do jogo, da possibilidade de administrar este petróleo.

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