Alcolumbre sobre sinal de petróleo no Amapá: "Sonho que se torna realidade"
Presidente do Senado vê descoberta da Petrobras como chance de levar desenvolvimento ao Amapá e ao extremo Norte do país
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a identificação de evidências de óleo no primeiro bloco prospectado pela Petrobras na Margem Equatorial é um "sonho que se torna realidade" para o Amapá.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, Alcolumbre destacou que o Estado "lutou mais de 10 anos para ter o direito de pesquisar esta riqueza" e comemorou a confirmação de indícios de petróleo na região, após sucessivas discussões sobre a exploração.
Na gravação, ele afirma que, a partir dessa riqueza, o Amapá poderá "trazer frutos, desenvolvimento e progresso para o povo do extremo Norte do Brasil", ao relacionar a descoberta a uma perspectiva de transformação econômica para a população local.
Década de debates sobre exploração
A descoberta de evidências de óleo ocorre após mais de uma década de debates sobre a viabilidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira, faixa que se estende pela costa Norte do país.
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Em outubro de 2025, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu aval à Petrobras para perfurar o primeiro poço exploratório na região, depois de análises técnicas e pedidos de complementação de estudos ambientais.
Região em foco de governo e órgãos ambientais
Nos últimos anos, a Margem Equatorial esteve no centro de discussões entre governo federal, Petrobras e órgãos ambientais, que avaliaram os impactos ambientais e definiram as condições para a realização das atividades exploratórias na costa Norte.
Essas discussões envolveram exigências para planos de emergência, estruturas de resposta a possíveis incidentes e monitoramento das áreas sensíveis próximas à região de exploração.
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Produção ainda depende de estudos
Apesar da identificação de evidências de óleo, a produção comercial de petróleo na área ainda depende de novas etapas de avaliação técnica. Especialistas da companhia precisam confirmar a extensão da descoberta, o volume de reservas e a qualidade do óleo encontrado.
A Petrobras deve realizar estudos complementares para dimensionar a extensão da reserva e verificar a viabilidade econômica da exploração, antes de uma eventual declaração de comercialidade do campo e de decisões sobre investimentos em infraestrutura de produção na Margem Equatorial.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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