Economia

Associações de caminhoneiros recuam e anunciam que não terá greve

Representantes dos caminhoneiros estão negociando com o governo e dentro de sete dias, devem decidir sobre uma possível paralisação nacional

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18/03/2026 10:54 • Atualizado há 165 dias

As associações que representam os caminhoneiros se reuniram, nesta quinta-feira (19), e optaram por não realizar uma paralisação da categoria nesta sexta-feira (20). De acordo com a decisão, tomada após uma assembleia com centenas de profissionais do setor, os representantes estão negociando com o governo e irão aguardar mais sete dias para definir uma greve.

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Nesta semana, as representações chegaram a anunciar a paralisação, que seria na quinta-feira (19), mas recuaram da decisão e anunciaram que queriam também conversar com motoristas autônomos para definir as ações. A diretoria da CNTTL emitiu uma nota solicitando que manifestações anteriores de apoio fossem desconsideradas até que uma decisão coletiva fosse tomada hoje. Os protestos são contra as altas sucessivas do óleo diesel desde fevereiro deste ano, que acumula 18,86% de aumento.

Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL, explicou que a categoria chegou ao limite financeiro. As principais pautas levadas à mesa de negociação e que motivam o estado de alerta são o preço diesel, com uma alta acumulada de quase 19% desde fevereiro e agravada nos últimos dias devido aos conflitos no Oriente Médio, o piso mínimo do frete e ações de fiscalização na Petrobras.

Estratégia de "braços cruzados"

Diferente de mobilizações anteriores marcadas por bloqueios de rodovias, a orientação atual de lideranças da CNTTL e da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) é a de "braços cruzados". A estratégia consiste em manter os caminhões parados em postos de combustíveis ou nas residências dos motoristas. A medida visa evitar o confronto direto com forças de segurança e o pagamento de multas pesadas por obstrução de vias públicas, mantendo, porém, a pressão pelo desabastecimento logístico.

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O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) monitoram a situação de perto. Para esta quarta-feira, está previsto o anúncio de um pacote de medidas que busca desarmar a greve. Entre as promessas estão o endurecimento da fiscalização contra o frete abusivo e possíveis novos subsídios para amortecer o impacto do diesel nas bombas.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo), em nota, afirmou que segue com operações de fiscalização em nove estados e no Distrito Federal para coibir aumentos injustificados por parte dos postos de combustíveis.

Associações de caminhoneiros recuam e anunciam que não terá greve