Economia

Sindicato cobra Casas Bahia por fechamento de quase 300 lojas e demissões

Secor diz que trabalhadores foram surpreendidos e promete medidas para garantir verbas rescisórias, FGTS e demais direitos

3 min

15/08/2026 12:53 • Atualizado há 16 dias

Sindicato cobra Casas Bahia por fechamento de quase 300 lojas e demissões

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor) manifestou preocupação com o fechamento de unidades da Casas Bahia e afirmou que tomará medidas para garantir os direitos dos trabalhadores afetados nas lojas da base da entidade.

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Segundo o jornal Valor Econômico, a varejista já fechou 298 lojas e demitiu cerca de 2 mil pessoas. Conforme relatos recebidos pelo sindicato, funcionários foram pegos de surpresa com a interrupção das operações em algumas unidades.

O Secor afirma que se preocupa especialmente com a forma como o processo de desligamentos vem ocorrendo e que muitos empregados ainda aguardam informações detalhadas sobre os próximos passos.

Sindicato cobra transparência no processo

De acordo com a entidade, trabalhadores têm dúvidas sobre procedimentos de rescisão, pagamento de verbas, liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), acesso ao seguro-desemprego e outros direitos previstos na legislação trabalhista e na convenção coletiva da categoria.

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O sindicato diz que monitora a situação nas lojas de Osasco e região e que está prestando atendimento aos comerciários afetados pelo fechamento das unidades.

"O Sindicato está acompanhando de perto essa situação e tomará todas as medidas necessárias para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência", afirmou o presidente do Secor, Luciano Pereira Leite, em nota.

Crise financeira e adiamento do balanço

A preocupação do Secor ocorre em meio a um cenário de dificuldades financeiras da Casas Bahia, que registrou prejuízo de R$ 3 bilhões em 2025.

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A companhia adiou a divulgação do balanço do segundo trimestre de 12 para 14 de agosto, com teleconferência prevista para o dia 17, para concluir um plano que inclui novas demissões e mais fechamento de lojas, segundo fontes ouvidas pelo Valor Econômico.

Até a manhã deste sábado, porém, a empresa ainda não havia publicado os números do período, o que aumenta a expectativa sobre o alcance das medidas em estudo.

Planos de corte e impacto sobre trabalhadores

Conforme o Valor, a rede teria planejado, neste mês, reduzir em cerca de 30% o quadro de funcionários e vem adiando pagamentos a lojistas do marketplace, além de buscar a extensão de prazos com a indústria, numa tentativa de melhorar o ciclo financeiro.

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Para o sindicato, esse conjunto de decisões reforça a necessidade de garantir que os empregados recebam integralmente as verbas rescisórias e tenham acesso a todos os direitos assegurados pela legislação e pelos acordos coletivos.

A entidade afirma que seguirá acompanhando os desdobramentos do plano da varejista e que está à disposição para orientar trabalhadores que tenham dúvidas sobre o processo de desligamento ou sobre eventual descumprimento de direitos.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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