Juliana Rosa: Indústria recua e sela expectativa de corte de juros
Segunda queda seguida da produção industrial se soma a emprego e renda mais fracos e endividamento alto às vésperas da decisão do Copom
A produção da indústria brasileira caiu 1,8% em junho, com mais força do que se previa, na segunda retração consecutiva do setor, um dado que reforça a expectativa de corte de juros na decisão do Comitê de Política Monetária desta quarta-feira. Os juros altos vêm esfriando a economia, e o desempenho industrial reflete esse arrefecimento.
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O recuo se deve, em boa parte, à produção de petróleo, que vinha sustentando os resultados do setor ao longo de 2026 com o aumento das exportações em meio ao conflito no Oriente Médio, mas que dessa vez encolheu.
Além do petróleo, a produção de produtos químicos, alimentícios e de roupas também caiu em junho e vem perdendo fôlego com o passar dos meses.
O quadro fica mais claro na comparação trimestral: depois de crescer 1,4% no primeiro trimestre, a produção industrial avançou apenas 0,3% no segundo.
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Somados a dados mais fracos de emprego e renda, ao alto endividamento das famílias e ao alívio recente da inflação, esses números reforçam a expectativa de que o Banco Central anuncie um corte da Selic para 14%, o chamado corte pequeno.
Movimentos mais expressivos, com reduções maiores, só são esperados para 2027, quando as previsões apontam que a economia brasileira deve crescer bem menos do que neste ano.
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