Economia

Petrobras paralisa perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluído

Segundo a estatal, que obteve a licença de perfuração na Margem Equatorial em outubro de 2025, o vazamento foi contido, o fluido atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável

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06/01/2026 15:02 • Atualizado há 216 dias

Petrobras paralisa perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluído

A Petrobras informou nesta terça-feira (6) que foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ODN II, que explora o poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Estado do Amapá. O vazamento foi detectado no último domingo (4) e as atividades na área foram paralisadas.

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"A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo", informou a Petrobras.

Segundo a estatal, que obteve a licença de perfuração em outubro de 2025 para pesquisa exploratória para avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica, não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em totais condições de segurança.

"A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração", explicou a estatal.

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A Petrobras afirmou que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes.

Segundo a companhia, o fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável e, portanto, não há dano ao meio ambiente ou às pessoas.

O fluido de perfuração é usado para limpar e lubrificar a broca durante a perfuração de poços de petróleo e gás. A substância mistura água, argila e produtos químicos. O composto ajuda a controlar a pressão do poço e prevenir o colapso das paredes.

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O que é, onde fica e qual a importância da Margem Equatorial

A Margem Equatorial é uma região que engloba as zonas marítimas da costa do Brasil, da Guiana, do Suriname e de outros países da América do Sul. A área é rica em petróleo e gás natural e vem sendo explorada por petrolíferas.

No Brasil, a região se estende da foz do rio Oiapoque ao litoral norte do Rio Grande do Norte, abrangendo as bacias sedimentares da foz do rio Amazonas, no Amapá, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.

A exploração da Margem Equatorial havia se tornado um impasse para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aguardava uma autorização do Ibama para autorizar os estudos da Petrobras na região em meio às críticas por conta de possíveis impactos ambientais pela exploração do recurso na região, que fica a cerca de 500 km da Foz do Rio Amazonas.

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O Ministério de Minas e Energia apresentou um estudo que prevê a geração de US$ 56 bilhões em investimentos, uma arrecadação governamental de US$ 200 bilhões e mais de 300 mil empregos com a liberação da exploração na Margem Equatorial brasileira.

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