Presidente da Petrobras: Descoberta "esquenta" blocos na Margem Equatorial
Magda Chambriard vê potencial de nova província na Margem Equatorial e aguarda licenças do Ibama para ampliar perfurações
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou em entrevista ao jornal O Globo que a descoberta de petróleo no poço exploratório Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, confirma a existência de um sistema petrolífero ativo na região, mas ainda não pode ser classificada como comercial.
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Descoberta ainda precisa de delimitação
Segundo Magda, a companhia ainda trabalha para delimitar a descoberta e avaliar o volume de óleo existente no bloco FZA-M-59, onde está o poço Morpho. A executiva destacou que a perfuração segue em andamento.
“É uma descoberta, mas ainda não é uma descoberta comercial. Agora, nós vamos continuar furando o poço até o fundo”, afirmou a presidente da estatal.
Ela explicou que os trabalhos no poço devem ser concluídos entre o fim de agosto e o início de setembro. A partir desses resultados, a Petrobras pretende consolidar o entendimento sobre o potencial da área e definir os próximos passos da campanha exploratória.
Potencial de nova província na Margem Equatorial
Na visão de Magda Chambriard, a descoberta anunciada na noite de sexta-feira (14) aumenta o interesse da Petrobras pelo entorno do poço Morpho e pelos demais blocos da Margem Equatorial.
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“Eu acho que esquenta toda a área. E nos anima na direção de uma nova província. Uma província que, se se desenhar conforme a expectativa, contribui bastante para a reposição de reservas que a gente precisa para o pós-pico do pré-sal”, disse.
A Margem Equatorial é uma das apostas da Petrobras para reforçar sua base de reservas de petróleo em horizonte de longo prazo, em complemento à produção do pré-sal. A região combina potencial geológico com sensibilidade socioambiental, o que torna o licenciamento um ponto central da expansão exploratória.
Licenças do Ibama e próximos passos
De acordo com Magda, além do poço Morpho, a Petrobras tem outros três poços previstos no bloco FZA-M-59 e já pediu ao Ibama autorização para perfurá-los. Ela detalhou que o poço com presença de hidrocarbonetos é o poço considerado firme no programa exploratório.
“Esse poço (com a presença de hidrocarbonetos) é o firme. E tem o pedido de autorização para mais três poços no bloco. Quando pedimos a licença, a gente pediu tudo junto. O Ibama ainda está analisando mais três poços, e o passo seguinte é furar os outros três”, afirmou.
A presidente da Petrobras ressaltou que ainda não há prazo definido para a concessão das novas licenças ambientais, mas demonstrou confiança na continuidade da campanha.
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“Mas vai dar. Não vejo razão para negar a licença”, disse Magda Chambriard.
Os resultados do poço Morpho e a decisão sobre os pedidos de licenciamento devem orientar a estratégia da Petrobras na Margem Equatorial e indicar o real peso da Foz do Amazonas na reposição de reservas da companhia.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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