Schüler fala sobre fim da escala 6x1 e alerta para riscos na economia
Discussão no Congresso divide setor produtivo e parlamentares; proposta alternativa no plenário prevê negociação direta sobre a jornada
O Senado Federal coloca em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A decisão de pautar o tema ocorre após meses de tramitação parada e em meio à proximidade das eleições.
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A análise do cientista político Fernando Schüler ressalta que o setor produtivo é praticamente unânime contra a proposta aprovada originalmente pela Câmara dos Deputados. Empresas de pequeno, médio e grande porte, além de centros de pesquisa e consultorias especializadas, apontam riscos operacionais severos com a imposição da medida para todo o mercado nacional.
Impactos econômicos e na produtividade
Segundo a análise de Fernando Schüler, a redução da jornada de trabalho nos termos aprovados pelos deputados provoca aumento imediato nos custos das empresas a curto prazo. Essa elevação nos custos de contratação tende a ser repassada diretamente para o consumidor final, gerando pressão inflacionária na economia.
O analista ressalta que a proposta também estimula o avanço da informalidade nas relações trabalhistas. Mais do que isso, a regra uniforme atinge de forma negativa a produtividade da economia brasileira, considerada um dos principais problemas estruturais do país. Para o comentarista, a imposição de um modelo único e rígido desconsidera as particularidades e as demandas operacionais dos diferentes segmentos da indústria, do comércio e dos serviços.
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Proposta alternativa e flexibilização
Em paralelo à matéria vinda da Câmara, o Senado Federal analisa uma proposta concorrente de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN). O texto alternativo segue na direção contrária ao propor a liberalização das escalas e a negociação direta entre empregadores e empregados.
A coexistência de duas visões opostas sobre o mercado de trabalho reforça a complexidade do debate no plenário. Para Fernando Schüler, o Congresso Nacional não reúne condições técnicas de debater um tema de tamanho impacto estrutural com a profundidade necessária na reta final do calendário eleitoral. O analista avalia que a votação apressada representa uma irresponsabilidade institucional e defende que o Senado atue com maturidade diante dos impactos econômicos de longo prazo.
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