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Veja estratégias de preparação para as provas do Enem 2026

Confira dicas para melhorar o desempenho e conseguir uma boa nota para concorrer a uma vaga de medicina

6 min

27/08/2026 11:00 • Atualizado há 4 dias

Veja estratégias de preparação para as provas do Enem 2026

Para quem pretende usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para disputar uma vaga em medicina, conhecer a estrutura da prova é apenas o primeiro passo. Entender como administrar o tempo, treinar com exames anteriores e identificar os próprios pontos fortes e dificuldades também faz parte da preparação.

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Mais do que tentar adivinhar o que vai cair, especialistas recomendam que o estudante domine os conteúdos previstos e se familiarize com o modelo do exame. “É muito importante que eles sintam um domínio sobre o conteúdo programático”, explica Linda Sarah, orientadora educacional do Poliedro.

Sandro Vimer, coordenador pedagógico da unidade Paraíso do Poliedro, reforça que o Enem também exige resistência. “O estudante precisa passar por dois domingos de prova e encarar uma verdadeira maratona”, comenta.

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Como funciona a prova do Enem?

O Enem é realizado em dois dias e reúne 180 questões objetivas, além da redação. São 90 questões no primeiro dia, junto com a redação, e outras 90 no segundo. No primeiro dia, o candidato tem cinco horas e meia para realizar a prova. No segundo, são cinco horas. A diferença está justamente na redação, aplicada no primeiro dia.

Por isso, além de conhecimento, o exame exige resistência e capacidade de administrar o tempo. Uma sugestão apresentada pelos especialistas é reservar até uma hora para produzir a redação e dividir o restante do período entre as questões objetivas.

Linda comenta que um dos principais desafios de quem faz o Enem pela primeira vez é aprender a administrar o tempo. “O candidato pode chegar aos últimos minutos com muitas questões ainda sem responder e acabar tendo que chutar uma quantidade grande de itens. Por isso, é importante ter pelo menos uma experiência completa com a prova para entender como esse tempo funciona”, reforça.

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Como estudar para o Enem?

O treinamento é fundamental para descobrir qual estratégia funciona melhor para cada estudante. Fazer provas anteriores e simulados permite identificar quanto tempo é gasto em cada área e quais conteúdos precisam de mais atenção.

Ao resolver exames anteriores, o candidato consegue conhecer o estilo das questões, identificar dificuldades e perceber quais conteúdos domina. A partir desse diagnóstico, fica mais fácil montar um planejamento de estudos.

“Conhecer as próprias limitações e trabalhar tanto os pontos fracos quanto aqueles em que o estudante apresenta bom desempenho pode ajudar na preparação”, sinaliza Vimer.

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Para quem está na reta final, os especialistas sugerem reservar pelo menos um momento da semana para realizar um simulado completo, especialmente com o objetivo de treinar o gerenciamento do tempo. As provas anteriores também podem ser divididas em blocos ao longo da semana, com foco na revisão dos conteúdos.

Crédito: IA

Crédito: IA

Como funciona a TRI do Enem?

A Teoria de Resposta ao Item (TRI) é um dos aspectos que mais geram dúvidas entre os candidatos. Diferentemente de uma prova em que a nota é obtida simplesmente pela soma dos acertos, a TRI considera a coerência do padrão de respostas do estudante.

Na prática, acertar questões consideradas fáceis é importante. Um candidato que erra muitos itens fáceis e acerta vários difíceis pode apresentar um padrão de respostas considerado menos coerente, o que influencia a pontuação calculada pela TRI.

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Por isso, não é possível prever exatamente a nota do Enem apenas contando o número de acertos. O cálculo é realizado depois da aplicação da prova e considera o conjunto de participantes.

Para quem pretende usar a nota no Sisu, também é importante verificar as regras específicas de cada processo seletivo. Os pesos atribuídos às áreas do Enem podem variar conforme a instituição e o curso. Por isso, antes de se inscrever, o candidato deve consultar as exigências da vaga que deseja disputar.

Vimer reforça que, se a sensação depois da primeira prova for de que o desempenho não foi bom, é importante não se desestabilizar. “A percepção individual não necessariamente corresponde ao resultado final, especialmente em uma prova calculada pela TRI”, orienta.

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Redação exige estratégia

A redação é aplicada no primeiro dia do Enem e vale de 0 a 1.000 pontos. O texto parte de um problema ou situação relacionada à realidade brasileira e espera do candidato uma reflexão crítica acompanhada de uma proposta de intervenção.

A correção é feita a partir de cinco competências, que envolvem aspectos como domínio da escrita, coesão, coerência e proposta de intervenção.

Uma das orientações dos especialistas é evitar modelos prontos e repertórios decorados. O estudante pode utilizar referências de filmes, livros e outros conhecimentos que façam parte de sua formação, desde que sejam pertinentes ao tema proposto.

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A proposta de intervenção também não precisa apresentar uma solução capaz de resolver completamente o problema discutido. O importante é demonstrar capacidade de reflexão e apresentar uma intervenção coerente com a discussão desenvolvida no texto.

O ideal é treinar a redação com frequência e buscar a avaliação de alguém que conheça os critérios de correção do Enem.

Regularidade ajuda a manter o ritmo de preparação

A preparação para o Enem não depende de uma fórmula única. O ponto central é conhecer a própria trajetória, identificar dificuldades e construir uma estratégia que possa ser mantida com regularidade.

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Para quem está na reta final, começar agora ainda pode ajudar. Fazer provas antigas, realizar simulados, revisar conteúdos e treinar a redação são caminhos para chegar mais familiarizado com o exame.

Os especialistas também ressaltam a importância de não concentrar todo o esforço em um único momento. “Não adianta tentar fazer picos maiores do que você consegue sustentar”, afirma Linda.

A orientação é manter uma rotina possível até a prova, equilibrando estudo, descanso e saúde mental.

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O que fazer na semana antes da prova?

Na semana anterior ao Enem, a orientação é evitar tentar aprender conteúdos completamente novos. O foco deve estar na revisão conceitual e na identificação de padrões de erros.

Em vez de tentar revisar todo o conteúdo de uma vez, o estudante pode retomar assuntos que aparecem com frequência nas provas e aqueles em que apresenta maior dificuldade.

O descanso também faz parte da preparação. Para a véspera, a recomendação apresentada pelos especialistas é preservar o sábado para descansar e, se desejar, realizar uma atividade física leve.

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Sono e saúde mental também devem estar em dia. A ideia é chegar à prova descansado e em condições de manter a concentração durante as horas de exame.

Outro cuidado importante é conhecer o edital e as regras de aplicação. Conferir os materiais permitidos, organizar documentos, separar o lanche e verificar o trajeto até o local de prova ajuda a evitar imprevistos que podem aumentar a ansiedade.

No dia do exame, a estratégia também pode incluir momentos para beber água, ir ao banheiro e esticar o corpo, sempre de acordo com as regras de aplicação.

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Mais do que tentar controlar todas as variáveis da prova, a orientação dos especialistas é chegar ao Enem conhecendo a própria estratégia e confiando no caminho percorrido.

“Uma prova não define qual que é o seu futuro e o que vai acontecer daqui para frente”, afirma Vimer.

Linda reforça a importância de manter o equilíbrio e confiar na preparação: “É muito importante você manter essa regularidade até o final da prova, equilíbrio, ter paciência, generosidade e confiar no processo.”

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