Entenda o que é o “Cemitério de Mulheres” divulgado por famosos
Ação fictícia contra o feminicídio teve participação de Erika Januza, Cíntia Chagas, Viviane Araújo e Rafael Zulu

A divulgação de um suposto “Cemitério de Mulheres” em Minas Gerais provocou repercussão nas redes sociais nesta semana. O assunto ganhou força depois que famosos publicaram vídeos se manifestando sobre o local, sem revelar, naquele primeiro momento, que se tratava de uma campanha publicitária.
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As publicações despertaram a curiosidade do público e aumentaram a procura por informações sobre o suposto cemitério. Após a repercussão, o Governo de Minas Gerais revelou que o local não existe e que a mobilização fazia parte de uma campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Em posicionamento enviado ao Band Entretê, o governo explicou que a primeira etapa da ação começou na quarta-feira (30) e apresentou um “Cemitério de Mulheres” fictício, criado especialmente para a campanha.
Erika Januza, Cíntia Chagas, Viviane Araújo e Rafael Zulu foram contratados para participar dessa primeira fase. Nos conteúdos publicados nas redes sociais, os famosos chamaram atenção para o suposto local sem revelar imediatamente que estavam participando de uma ação publicitária.
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A estratégia fez com que o “Cemitério de Mulheres” passasse a ser comentado e pesquisado nas redes. Somente na noite de quinta-feira (1º), durante a segunda etapa da campanha, o Governo de Minas revelou a proposta por trás da mobilização. A mensagem central escolhida foi: “O cemitério não existe, mas o feminicídio é real”.
Segundo o Estado, a campanha é coordenada pela Secretaria de Estado de Comunicação Social (Secom-MG) e desenvolvida pela agência Filadélfia. O objetivo é mobilizar a sociedade, ajudar mulheres a reconhecer sinais de violência e divulgar os caminhos disponíveis para buscar proteção.
“A comunicação se soma ao trabalho de segurança, acolhimento e proteção que o Estado oferece. Queremos que as mulheres reconheçam os sinais de violência, saibam onde buscar ajuda e que toda a sociedade participe dessa proteção. Por isso, criamos uma campanha impactante para chamar a atenção para uma realidade que não pode ser naturalizada”, afirmou Cássia Ximenes, secretária de Estado de Comunicação Social.
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Campanha alerta para sinais de violência
Com a revelação de que o “cemitério” era fictício, a campanha passou a apresentar informações sobre comportamentos que podem representar sinais de violência contra a mulher, como ameaças, humilhações, isolamento e controle sobre roupas, dinheiro e circulação.
A iniciativa também busca atingir os homens, incentivando o reconhecimento e a interrupção de comportamentos violentos, além de mobilizar familiares, amigos e pessoas que presenciem situações de violência a procurar orientação e acionar os canais de ajuda.
“Chamar a atenção é o primeiro passo. O propósito é transformar essa atenção em informação e atitude: reconhecer a violência, buscar ajuda e agir diante de situações de risco. Queremos que essa mensagem chegue às mulheres e também a quem pode ajudá-las”, acrescentou Cássia.
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A campanha continuará sendo divulgada nas redes sociais, rádio, televisão e mídia externa, além de ações pontuais. Segundo o governo, os novos materiais apresentam informações sobre os sinais de violência e os caminhos disponíveis para acessar a rede de proteção.
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