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Como amizade com Trump colocou presidência de Infantino na Fifa à prova

A história de Gianni Infantino muito antes do futebol ser inserido como um "negócio" em sua vida. No "EsportenaBand.doc", produto original da Band,

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16/10/2026 13:00 • Atualizado há 1 dia

A história de Gianni Infantino muito antes do futebol ser inserido como um "negócio" em sua vida. No "EsportenaBand.doc", produto original da Band, mergulhamos na história do estudante de direito que aos poucos foi se consolidando como o rosto da renovação para anos depois ser o principal nome das recentes polêmicas da Fifa.

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Formado em Direito pela renomada Universidade de Friburgo, na Alemanha, ele atuou como consultor jurídico até ingressar no Centro Internacional de Estudos do Esporte (CIES), vinculado à Universidade de Neuchâtel e foi ali que fincou as bases de sua carreira na modalidade esportiva.

No início dos anos 2000, Infantino ingressou na UEFA. Em quatro anos, já chefiava o departamento jurídico e de licenciamento de clubes. Sua ascensão meteórica o levou ao cargo de secretário-geral adjunto em 2007 e, finalmente, a secretário-geral da entidade europeia em 2009.

Da Uefa para o mundo

  • Fair Play Financeiro: Participou ativamente da implementação das regras de controle orçamentário dos clubes.
  • Expansão da Eurocopa: Liderou a ampliação do torneio para 24 seleções.
  • Liga das Nações: Foi o idealizador da competição que reformulou as datas FIFA no continente europeu.

Sua gestão na Europa serviu como o trampolim perfeito para o passo mais ousado de sua carreira: a presidência da FIFA.

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É chegada a "Era Fifa"

Em 2015, o futebol mundial ruiu sob o escândalo do FIFA Gate. O então presidente Joseph Blatter foi derrubado em meio a denúncias crescentes de corrupção sistêmica. É nesse cenário de terra arrasada que a figura do advogado negociador surge como solução moderada.

Em fevereiro de 2016, Infantino venceu o sheik Salman bin Ibrahim Al Khalifa e foi eleito presidente da FIFA com a missão de modernizar a entidade, garantir transparência e aproximar a federação das suas 211 associações membro.

Sob o seu comando, as mudanças estruturais foram profundas:

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  1. Copa do Mundo Expandida: Aumento do torneio masculino para 48 seleções.
  2. Novo Mundial de Clubes: Reformulação da competição em formato quadrienal com 32 clubes de todos os continentes.
  3. Recorde de Arrecadação: Salto bilionário nas receitas comerciais e de direitos de transmissão.

Contudo, no ápice do poder, as controvérsias começaram a se acumular: decisões contestadas na escolha de sedes de grandes torneios, centralização excessiva das decisões e uma perigosa sobreposição entre política partidária e gestão esportiva.

Política e futebol se fundiram

A relação entre Infantino e o presidente norte-americano Donald Trump ultrapassou a diplomacia esportiva rotineira. Logo após a posse de Trump, a proximidade entre a Casa Branca e a FIFA intensificou-se drasticamente, gerando desconforto público na UEFA e em federações europeias.

O ápice dessa aliança simbólica ocorreu em dezembro, no sorteio dos grupos da Copa do Mundo em Washington, quando Infantino entregou a Trump o recém-criado Prêmio da Paz da FIFA — gesto severamente criticado em um momento de crescentes tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos no Oriente Médio.

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O Caso Balogun

O ponto de ruptura ético ocorreu durante a própria Copa de 2026. Após a expulsão do atacante norte-americano Folarin Balogun, Trump admitiu publicamente ter ligado para Infantino para pedir a revisão da sanção disciplinar.

Pouco depois, o Comitê Disciplinar da FIFA liberou o atleta para atuar nas oitavas de final contra a Bélgica. Embora Infantino tenha negado qualquer ingerência, o episódio desencadeou acusações formais de interferência política, pedidos de investigação ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e a exigência pública de sua renúncia por dirigentes como Lise Klaveness, presidente da Federação Norueguesa de Futebol.

Vender cotas da Copa do Mundo é a solução?

Se os episódios políticos abalaram a imagem da FIFA, o lançamento da iniciativa FIFA Forward Enterprise provocou uma guerra institucional sem precedentes.

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O projeto previa a criação de uma holding comercial avaliada em US$ 20 bilhões, com a venda de até 20% das operações para investidores privados por aproximadamente US$ 4,2 bilhões. Entre os fundos associados à proposta estava a Thrive Capital, gerida por Joshua Kushner — cunhado de Ivanka Trump.

Até quando Infantino vai sustentar essa tensão?

Dez anos após assumir o comando da FIFA sob a promessa de moralização, Gianni Infantino encontra-se isolado do eixo europeu que o projetou. A expansão financeira e o inchaço dos torneios garantiram-lhe apoio em confederações dependentes dos repasses da FIFA, mas a perda de neutralidade política e a tentativa de alienar ativos comerciais da entidade cobraram um preço alto.

O futebol mundial enfrenta agora um impasse inédito: com três das maiores confederações em pé de guerra e investigações externas em andamento, o desfecho da era Infantino dependerá do limite da resistência de seus aliados e da capacidade da oposição em articular uma alternativa viável até o próximo pleito.

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