Diego Porfírio pede rescisão com a Ponte Preta na Justiça por atrasos
Lateral alega falta de salários, imagem e FGTS; ação de R$ 256 mil cobra responsabilização de dirigentes

O lateral-esquerdo Diego Porfírio ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho de Campinas (SP) para pedir a rescisão indireta de seu contrato com a Ponte Preta. O jogador alega atrasos e falta de pagamento de salários, direitos de imagem e depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cobrando um total de R$ 256.994,41.
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A petição solicita uma decisão liminar para reconhecer a rescisão e determinar à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a baixa do registro do atleta no Boletim Informativo Diário (BID), o que permitiria sua transferência para outro clube.
Atrasos e valores cobrados
De acordo com a defesa, Porfírio foi contratado com remuneração mensal dividida entre R$ 17,5 mil em carteira e R$ 17,5 mil em direitos de imagem. O documento aponta que os repasses ocorriam com atrasos e de forma parcelada, citando a ausência do pagamento dos salários de junho, julho, agosto e setembro de 2026, além dos direitos de imagem de maio a setembro e do FGTS.
Além dos montantes em atraso, a cobrança inclui 13º salário proporcional, férias, multa de 40% sobre o FGTS, multa prevista nas Leis do Trabalho (CLT) e cláusula compensatória desportiva.
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Cobrança aos dirigentes
A ação inclui como réus o atual presidente do clube, Luiz Torrano, e o ex-presidente, atual vice e diretor de futebol, Marco Antônio Eberlin. A defesa pede que ambos sejam responsabilizados solidariamente pelos créditos cobrados, fundamentando o pedido na alegação de gestão irregular ou temerária, com base em dispositivos da Lei Geral do Esporte.
O processo ainda será analisado pela Justiça do Trabalho, e os pedidos não representam uma decisão judicial definitiva.
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