Altitude em El Alto gera críticas no Jogo Aberto antes de Bolívia x Brasil
Bancada discutiu riscos físicos, estratégias de adaptação e cobrou medidas contra jogos em condições extremas

A altitude em El Alto, palco do confronto entre Bolívia e Brasil, dominou o debate no Jogo Aberto desta segunda-feira (8). O tema gerou divergências entre os comentaristas, que classificaram as condições como “desumanas” e questionaram a decisão da Conmebol em autorizar partidas em estádios situados a mais de 4.100 metros acima do nível do mar.
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Ulisses Costa foi contundente: “É um negócio desumano, é como se fosse um doping. Você se beneficia porque está habituado a jogar ali. É injusto com os adversários.”
Estratégia e logística
Marco Aurélio Cunha destacou que a preparação deve levar em conta a fisiologia de cada atleta. “Chegar em cima da hora pode minimizar os efeitos. Já vi jogadores passarem mal até em Santa Cruz de La Sierra, onde nem tem altitude. É um desafio para o organismo”, disse.
Renata Fan reforçou que, independentemente da adaptação, a Seleção terá de lidar com um cenário hostil. “A altitude é um fator que pesa, mas não pode servir como desculpa para o Brasil. É preciso encarar o jogo como oportunidade de observação.”
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Críticas às entidades
A mesa também criticou a falta de posicionamento da Fifa e da Conmebol sobre os riscos de partidas em condições extremas. “Acho que só vão tomar providência quando acontecer uma tragédia dentro de campo”, alertou Chico Garcia.
Heverton Guimarães, por outro lado, mostrou confiança no potencial da Seleção. “Mesmo com tudo isso, o Brasil vence amanhã. Nem a altitude vai ser suficiente para segurar a qualidade dos nossos jogadores.”
Expectativa para o duelo
O consenso entre os comentaristas é de que Carlo Ancelotti precisará usar o jogo para testar alternativas, mas sem esperar uma atuação brilhante. “Não dá para cobrar espetáculo em 4.100 metros. O importante é avaliar quem responde bem em um ambiente tão adverso”, concluiu Marco Aurélio.
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Apesar das críticas, a expectativa da bancada é que o Brasil mantenha o favoritismo e consiga superar mais esse obstáculo nas Eliminatórias.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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