Escócia: conheça o terceiro adversário do Brasil na Copa do Mundo 2026
Europeus voltam ao Mundial após 28 anos, liderados por McTominay e pelo técnico Steve Clarke

A Escócia será o terceiro e último adversário da Seleção Brasileira na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A partida do Grupo C acontece no quarta-feira (24), no Estádio Hard Rock, em Miami, às 19h. Conhecida pelo fanatismo de sua torcida, apelidada de "Exército Tartan", a seleção escocesa chega ao torneio cercada por expectativa. A volta ao Mundial quebra um longo período de ausência e coloca novamente o país no cenário das grandes competições.
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Os escoceses venceu na estreia contra o Haiti, e perdeu para o Marrocos no segundo jogo. A equipe sofreu um gol logo no primeiro lance, perdendo por 1 a 0 na última sexta-feira (19). Um dos nomes que disputa espaço no time é o atacante Lawrence Shankland, que afirmou estar pronto para atuar em qualquer função determinada pelo técnico Steve Clarke.
Em entrevista à BBC, o jogador recém-contratado pelo Rangers destacou que está preparado para contribuir independentemente da posição escolhida pela comissão técnica. Segundo Shankland, a decisão sobre a escalação cabe ao treinador, enquanto seu foco permanece nos treinamentos e na busca por uma oportunidade durante a partida.
Jejum de 28 anos e classificação dramática
Atual 43ª do ranking da Fifa, a Escócia voltou a disputar uma Copa do Mundo após 28 anos. A última participação havia sido em 1998, na França, quando caiu ainda na fase de grupos.
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A classificação para 2026 veio de forma dramática. Os escoceses garantiram a primeira posição do Grupo C das Eliminatórias europeias ao vencer a Dinamarca por 4 a 2 na última rodada, com dois gols marcados nos acréscimos do segundo tempo.
Apesar do entusiasmo com o retorno ao Mundial, a seleção apresentou oscilações recentes. A equipe não passou da fase de grupos na última Eurocopa e ainda lutou contra o rebaixamento na Liga das Nações.
Steve Clarke rompe tabu e mira boa campanha
O comando técnico é de Steve Clarke, treinador de perfil pragmático, conhecido no país pelo semblante sério e pela fidelidade a um núcleo de jogadores de confiança.
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Ele entra para a história da Escócia ao levar a seleção a três grandes torneios consecutivos, algo inédito, encerrando um jejum de mais de duas décadas sem presença em Copas ou Eurocopas.
Questionado sobre o duelo com o Brasil comandado por Carlo Ancelotti, Clarke demonstrou confiança na capacidade da equipe, mas reforçou o respeito ao adversário. Ele classificou a Seleção Brasileira como a "melhor nação de jogadores de futebol", destacando o peso do confronto.
McTominay assume protagonismo
O principal nome da Escócia é o volante Scott McTominay. Após deixar o Manchester United, ele vive grande fase no Napoli, da Itália, onde marcou gols decisivos e ganhou status de ídolo da torcida.
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McTominay foi peça-chave na campanha das Eliminatórias, incluindo um golaço na vitória sobre a Dinamarca que garantiu a vaga no Mundial.
Segundo o ex-meio-campista Craig Burley, autor do último gol escocês em Copas, o diferencial desta geração está justamente em ter jogadores como McTominay aparecendo em momentos determinantes.
Histórico em Copas e retrospecto contra o Brasil
A trajetória da Escócia em Copas do Mundo é marcada por um desafio ainda não superado: em oito participações anteriores, a seleção nunca avançou à fase de mata-mata.
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A campanha mais curiosa ocorreu em 1974, quando o time caiu na primeira fase de forma invicta, com uma vitória e dois empates, eliminado apenas pelo saldo de gols.
O histórico contra o Brasil é amplamente favorável à equipe verde e amarela. Em dez confrontos, são oito vitórias brasileiras e dois empates, sem triunfos escoceses. As seleções se encontraram em quatro Mundiais: 1974 (0 a 0), 1982 (4 a 1 para o Brasil), 1990 (1 a 0 para o Brasil) e 1998.
O duelo de 1998, na França, é o mais lembrado. Foi o jogo de abertura daquela Copa, com vitória brasileira por 2 a 1. Para a Escócia, a partida em Miami em 2026 representa a chance de tentar um resultado inédito diante da Seleção e, ao mesmo tempo, buscar a primeira classificação ao mata-mata de um Mundial.
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