Do vexame ao caos: entenda a crise que paralisou a seleção italiana
Federação busca uma solução após a desistência de Andrea Pirlo e mudanças no comando do futebol italiano

A seleção da Itália atravessa um dos momentos mais turbulentos de sua história recente. Eliminada das últimas três edições da Copa do Mundo, a Azzurra vive uma crise que também se estende aos bastidores. Em poucas semanas, a Federação Italiana de Futebol (FIGC) trocou dirigentes, viu Andrea Pirlo ficar perto de assumir o comando técnico e desistir do projeto, perdeu Paolo Maldini e Leonardo e agora trabalha para definir um novo treinador, com Thiago Motta como principal candidato.
Continua depois da publicidade
A sequência de mudanças acontece em um momento de forte pressão sobre a federação, que tenta reorganizar a seleção após mais um fracasso nas Eliminatórias. A indefinição no comando técnico ampliou o clima de instabilidade e colocou em xeque o planejamento para o próximo ciclo.
Uma crise que se arrasta
A reformulação começou com a saída de Gennaro Gattuso do comando da seleção italiana. Pouco depois, Gianluigi Buffon também deixou o cargo de chefe da delegação, abrindo espaço para uma nova estrutura no departamento esportivo.
Na tentativa de recolocar a Itália entre as principais potências do futebol mundial, a FIGC apostou em dois nomes históricos da seleção. Paolo Maldini e Leonardo foram escolhidos para liderar o projeto esportivo e receberam a missão de encontrar um treinador capaz de iniciar um novo ciclo.
Continua depois da publicidade
Os dirigentes iniciaram conversas com Carlo Ancelotti e Pep Guardiola, mas ambos recusaram a possibilidade de assumir a seleção italiana.
Veto muda completamente o cenário
Sem sucesso nas primeiras investidas, Maldini e Leonardo avançaram nas negociações com Andrea Pirlo. O ex-meia aceitou o projeto esportivo e chegou a um acordo para assumir o comando da Azzurra.
A negociação, porém, acabou interrompida pela própria federação. O presidente da FIGC, Gabriele Gravina, vetou a contratação por causa da ligação de Pirlo com uma empresa de apostas esportivas, patrocinadora de um torneio de golfe organizado pelo ex-jogador.
Continua depois da publicidade
A decisão provocou forte desgaste interno e encerrou o projeto liderado por Maldini e Leonardo. Os dois deixaram seus cargos poucos dias após assumirem a reformulação da seleção.
Thiago Motta aparece como favorito
Com a saída dos dirigentes e a desistência de Pirlo, a federação voltou ao mercado em busca de um treinador. Neste momento, Thiago Motta desponta como o principal candidato para assumir o cargo e iniciar o processo de reconstrução da seleção italiana.
Ex-técnico da Juventus, Motta ganhou força nos bastidores por ser visto como um nome alinhado ao perfil desejado pela federação para renovar a equipe. Apesar do otimismo, ainda não existe um acordo oficial entre as partes.
Continua depois da publicidade
Enquanto a definição não acontece, Silvio Baldini permanecerá como técnico interino da Itália.
Dirigentes reconhecem momento delicado
A crise também gerou repercussão entre dirigentes do futebol italiano. Ex-presidente da FIGC, Giancarlo Abete afirmou que a federação precisa recuperar rapidamente a estabilidade para evitar novos prejuízos ao projeto esportivo da seleção.
Presidente do Comitê Olímpico Italiano (CONI), Giovanni Malagò também comentou a situação e avaliou que a escolha do novo treinador será determinante para recolocar a Azzurra em um caminho competitivo após três eliminações consecutivas das Copas do Mundo.
Continua depois da publicidade
Com Agência Estado
Fique por dentro das últimas
notícias
