Ex-Arsenal pode concorrer à Presidência da Fifa contra Infantino; entenda
Arsène Wenger desponta como possível opositor ao dirigente italiano

Arsène Wenger, ex-técnico do Arsenal e hoje diretor de desenvolvimento de futebol da Fifa, despontou como possível concorrente de Gianni Infantino na próxima eleição presidencial da Fifa, em meio às movimentações de bastidores lideradas pela Uefa e outras entidades do futebol reunidas em Zurique. A informação foi divulgada pela BBC Sports nesta quinta-feira (15).
Continua depois da publicidade
A oposição a Infantino ganhou força após o fracasso da proposta de negociar participações comerciais da Copa do Mundo, o que elevou a pressão para que ele deixe o cargo ao término de três mandatos. Apesar dos questionamentos, o dirigente ainda mantém apoio político expressivo, viaja pelo mundo em busca de sustentação eleitoral e segue como favorito.
Na quarta-feira, um dia antes de encarar opositores em reunião do Conselho da Fifa em Zurique, Infantino jantou com Wenger e outros cartolas. Questionado na ocasião sobre a disposição de concorrer à presidência, o ex-comandante do Arsenal preferiu não fazer declarações públicas.
Recusa de líderes continentais
A busca por um nome de consenso avançou diante da recusa expressa dos principais opositores de Infantino em entrar na disputa direta. Aleksander Ceferin, mandatário da Uefa e crítico das medidas da atual administração, descartou renunciar ao cargo europeu para concorrer.
Continua depois da publicidade
Da mesma forma, o dirigente Victor Montagliani avisou que não tem interesse em abrir mão da presidência da Concacaf para disputar a federação internacional, cenário que abriu espaço para as especulações envolvendo Wenger.
Apoio nos bastidores e foco no esporte
Dirigentes ouvidos pela BBC avaliam a candidatura como uma alternativa viável para reorientar a postura da Fifa. Uma pessoa próxima ao técnico francês afirmou que ele representa o concorrente ideal por manter independência na carreira.
Para o ex-executivo da Uefa e da Fifa Alex Phillips, a eventual indicação devolveria o foco ao esporte. Phillips avalia que a atual administração priorizou recursos financeiros e que uma nova postura colocaria o jogo como prioridade central, ressaltando que Wenger traria futebol e integridade para a entidade.
Continua depois da publicidade
O ex-Arsenal também tem grande prestígio fora da Europa, inclusive na Ásia, devido à bagagem profissional adquirida no Japão. O dirigente ainda ressalta que o profissional ama o futebol e não atua movido por dinheiro, ego ou status.
O distanciamento entre Wenger e Infantino aumentou após o projeto Fifa Forward Enterprise. Na época da polêmica, o próprio treinador esclareceu em comunicado que só soube dos planos por meio da imprensa e defendeu a retirada da proposta em favor da independência e transparência da instituição.
*Com informações de Estadão Conteúdo
Fique por dentro das últimas
notícias
