Futebol Internacional

Fifa permitiu que jogador irregular disputasse Copa do Mundo, diz jornal

Goleiro da RD Congo não teria finalizado documentação para mudar nacionalidade esportiva

2 min

06/10/2026 11:57 • Atualizado há 11 dias

Fifa permitiu que jogador irregular disputasse Copa do Mundo, diz jornal

Nesta terça-feira (6), a Fifa se viu em mais uma polêmica envolvendo a Copa do Mundo. Em uma reportagem divulgada pelo The New York Times, a entidade é acusada de permitir que o goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo, disputasse o Mundial mesmo sem ter concluído o processo de nacionalidade do país africano.

Continua depois da publicidade

De acordo com a reportagem, a Federação Nigeriana de Futebol apresentou uma documentação à Fifa alegando que alguns jogadores da RD Congo disputaram as eliminatória de maneira irregular. Entre eles, o goleiro Mpasi, que fez parte das categorias de base da França, e embora também tenha a nacionalidade democrático-congolesa, ele não completou todo o processo legal para isso.

A reportagem traz que a própria Fifa identificou a situação durante uma revisão que aconteceu após a Nigéria fazer uma denúncia. Os nigerianos foram eliminados pela RD Congo na repescagem para o Mundial.

Na documentação, a Federação Congolesa de Futebol iniciou em 2021 o processo para que o goleiro a defendesse e deixasse a França, mas até aquele momento o alteração não foi concluída. No entanto, as análises aconteceram antes da repescagem intercontinental e outras possibilidades foram cogitadas.

Continua depois da publicidade

A publicação afirma que entre elas estavam considerar a Nigéria vencedora do confronto aplicar uma multa à RD Congo e dar a vaga aos nigerianos na repescagem, já a outra decisão seria não tomar qualquer atitude. A última foi adotada pela Fifa.

Para aplicar essa decisão, a entidade máxima do futebol mundial afirmou que a denúncia aconteceu fora do prazo estabelecido. Sendo assim, a RD Congo enfrentou a Jamaica na repescagem, venceu e foi para o Mundial.

"Em resposta enviada ao The New York Times, a FIFA afirmou que seus órgãos jurisdicionais são autônomos e que os casos são analisados com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos apresentados em cada processo. A entidade também declarou que Infantino não teve participação na decisão relacionada à reclamação da Nigéria", escreveu o jornal.

Continua depois da publicidade

A RD Congo esteve no Grupo K com Portugal, Colômbia e Uzbequistão. Os congoleses terminaram em terceiro lugar e foram eliminados da competição na fase 16-avos pela Inglaterra.

Seguir a Band no Google

Tópicos relacionados

Fifa permitiu que jogador irregular disputasse Copa do Mundo, diz jornal