Ligas europeias cobram Infantino e pedem reforma na Fifa; entenda
Bundesliga, LaLiga, Premier League e Serie A pedem novo órgão gestor para equilibrar decisões

Quatro das principais competições nacionais de futebol da Europa — Premier League, Bundesliga, LaLiga e Serie A — divulgaram um comunicado conjunto nesta sexta-feira (25) em que exigem uma reforma urgente na governança da Fifa. O documento cobra a descentralização do poder e pede limites mais claros à atuação do presidente Gianni Infantino.
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A principal queixa dos dirigentes aponta para a concentração excessiva de poderes na presidência da entidade máxima do esporte. Segundo o comunicado, o cargo atual reúne atribuições políticas, comerciais e regulatórias sem os devidos mecanismos de controle e contrapeso institucional.
O futuro da Fifa importa para todas as pessoas que se preocupam com o futebol, porque nosso esporte não pode crescer em todo o mundo se suas bases forem enfraquecidas.
Pressão contra projetos comerciais
O descontentamento aumentou após a polêmica envolvendo o projeto da Fifa Forward Enterprise (FFE). A iniciativa previa abrir espaço para investidores privados nas receitas e operações de direitos comerciais de competições internacionais, incluindo a Copa do Mundo.
A forte reação de federações e confederações forçou o recuo da entidade, que abandonou a proposta. Antes do cancelamento, o projeto gerou crise interna: em julho, o então diretor de operações, Kevin Lamour, classificou a proposta como "o projeto de uma única pessoa". No dia 17 de agosto, Lamour foi demitido do cargo.
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Impasse sobre o calendário internacional
As ligas também apontam prejuízos causados pelas alterações no Calendário Internacional de Jogos. A ampliação dos períodos de paralisação dos campeonatos locais é alvo constante de atrito, já que as resoluções ocorrem sem debate aprofundado com os setores mais impactados.
O manifesto ressalta que apenas cerca de 1% dos atletas profissionais do planeta chega a disputar a Copa do Mundo. O texto cita ainda a denúncia formal apresentada à Comissão Europeia, em outubro de 2024, contra o modelo adotado pela entidade máxima na gestão de datas.
Para solucionar o impasse, as entidades cobram a formação de um órgão deliberativo permanente composto por clubes, federações, ligas e atletas. O grupo defende avaliações independentes antes da aprovação de grandes projetos e a separação definitiva entre as funções de regulação e os interesses comerciais da federação internacional.
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*Com informações de Agência Estado
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