Israel retira apoio à reeleição de Infantino e amplia crise na Fifa
Associação Israelense de Futebol aponta "crise de confiança sem precedentes"

A recente crise na Fifa ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (18). Israel retirou oficialmente seu apoio à reeleição de Gianni Infantino ao comando da entidade, conforme revelado pelo jornal The Guardian.
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A decisão foi comunicada por meio de uma carta enviada por Moshe Zuares, presidente da Associação Israelense de Futebol (IFA), após aprovação unânime do conselho.
De acordo com Zuares, o desgaste na governança gerou uma "crise de confiança sem precedentes" entre as posições da Uefa, órgão que a IFA integra desde 1994, e da Fifa.
Motivos que desencadearam a ruptura
O estopim para a decisão da IFA envolveu duas polêmicas recentes na gestão da entidade mundial. A tentativa de vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo para fundos de investimento privados e o desligamento de Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, ocorrido após críticas ao projeto comercial.
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Pressão de membros da Uefa
Com a decisão, Israel junta-se a Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda, que também retiraram oficialmente o apoio ao presidente da Fifa. A demissão de Lamour gerou repercussão entre dirigentes da Uefa, como a vice-presidente Laura McAllister, que criticou publicamente a postura da entidade.
A gestão de Infantino também virou alvo de fortes declarações do diretor executivo da Premier League, Richard Masters.
"Este é um problema criado pela Fifa. É uma ferida autoinfligida. A organização apertou o botão da autodestruição", afirmou Masters em entrevista à BBC.
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