Presidente do Água Santa é alvo de mandado de prisão em ação contra o PCC
Dirigente comandava empresas de transporte suspeitas de encobrir interesses da facção; defesa ainda não se manifestou

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil deflagraram a Operação Vectura Corrupta e expediram mandado de prisão contra o presidente do Água Santa, Paulo Korek Farias. A ação investiga a infiltração do PCC no transporte coletivo paulistano.
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Os investigadores apontam que Paulo Farias comanda as viações Translíder e A2 Transportes. A apuração sustenta que o dirigente utilizava a própria identidade e a estrutura de suas empresas para encobrir as atividades e os reais interesses da facção no setor de transporte urbano da capital paulista.
A reportagem do Estadão tenta contato com os representantes legais do mandatário do clube para obter posicionamento oficial. A matéria será atualizada assim que os defensores apresentarem resposta sobre as suspeitas levantadas pela operação policial.
Comando do clube e ascensão esportiva
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No comando do time desde 2011, o dirigente liderou a transição da equipe do futebol de várzea ao cenário profissional. Fundado em 1981 na cidade de Diadema, na região do ABC paulista, o Água Santa garantiu acesso e disputou a elite do Campeonato Paulista pela primeira vez na temporada de 2016.
O ápice esportivo sob a liderança de Paulo Farias ocorreu no Campeonato Paulista de 2023. Naquela edição, o time de Diadema alcançou a decisão do torneio e venceu a partida de ida por 2 a 1 diante do Palmeiras, mas terminou como vice-campeão estadual após revés por 4 a 0 no segundo confronto.
Declarações de Paulo Farias sobre a facção
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Em entrevista concedida ao Estadão durante o Paulistão de 2023, Paulo Farias negou qualquer vínculo do Água Santa com a organização criminosa. O presidente associou as suspeitas ao preconceito contra a cidade de origem da agremiação esportiva e destacou o esforço dos envolvidos no projeto.
"Enquanto nós não tínhamos visibilidade, a gente suportou isso sempre dentro do nosso coração. Eu quero crer que é por conta de a gente ser de uma cidade humilde, de uma cidade que realmente já foi tida como a mais violenta do Brasil até os anos 2000", declarou na ocasião.
"Eu entendi que chegou a hora, agora que a gente está tendo visibilidade, de acabar com esse preconceito. É um time humilde, sim. É um time que vem de uma cidade carente, sim. Mas é um time com muito trabalho e muita honestidade", completou o dirigente à época.
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*Com informações de Agência Estadão
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