Reforma do Estatuto perde força no São Paulo e pode ser barrada; entenda
Cinco grupos políticos anunciaram voto contrário, e a reforma será votada nesta quarta-feira (26) pelo Conselho Deliberativo
A reforma do Estatuto do São Paulo perdeu força e pode ser barrada pelo Conselho Deliberativo. Segundo apuração do Band.com.br, a proposta já encontrava resistência nos bastidores. As manifestações públicas das últimas horas reforçaram a tendência de dificuldade para aprovação.
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Na terça-feira (25), Torcida Independente e Falange Tricolor divulgaram uma nota conjunta contra a reforma. Nesta quarta (26), Participação Tricolor, Legião Tricolor, Sempre Tricolor, Vanguarda Tricolor e Somos São Paulo também anunciaram voto contrário. A proposta será votada ainda nesta quarta-feira (26) pelo Conselho Deliberativo.
Cinco grupos anunciam voto contra a reforma
Em nota conjunta, os cinco grupos afirmaram que uma mudança dessa dimensão não deveria ser feita durante a atual gestão sem mais tempo para análise e debate.
Entre os principais pontos levantados estão:
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- prazo considerado insuficiente para estudo da proposta;
- necessidade de discussão mais ampla no Conselho Deliberativo;
- participação dos associados no processo;
- dúvidas sobre mudanças na estrutura de governança;
- preservação dos direitos dos sócios.
Os grupos também afirmaram que pretendem retomar o debate no início da próxima gestão, inclusive aproveitando pontos considerados positivos no texto atual.
Governança está no centro da resistência
Um dos principais focos de discussão envolve a nova estrutura de fiscalização.
A proposta amplia o peso do Conselho de Administração e prevê cinco conselheiros independentes, escolhidos a partir de uma lista de profissionais selecionados por uma empresa contratada.
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O modelo busca reduzir a influência direta do presidente sobre o órgão. Parte da resistência, porém, está na independência efetiva desses integrantes, já que o próprio Conselho Deliberativo seguirá com participação importante no processo de escolha e em outros órgãos de controle.
Esse ponto alimentou o debate sobre como evitar que uma maioria política consiga exercer influência sobre diferentes estruturas ao mesmo tempo.
Organizadas também se posicionaram
Um dia antes, Independente e Falange Tricolor já haviam divulgado uma manifestação contra a reforma.
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As organizadas cobraram fim de novas nomeações de conselheiros vitalícios, maior participação democrática e presença dos sócios nas decisões mais relevantes do clube.
Também questionaram por que uma mudança estatutária dessa dimensão não seria submetida diretamente aos associados.
O que a reforma pretende mudar
O projeto reúne dezenas de alterações e foi apresentado com o objetivo de reforçar a governança e a fiscalização do São Paulo.
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Entre os principais pontos estão:
- cinco membros independentes no Conselho de Administração;
- compliance fora da estrutura direta da presidência;
- criação de auditoria interna e gestão de riscos;
- balancetes trimestrais obrigatórios;
- maior acesso aos contratos do futebol;
- fortalecimento do Conselho Fiscal;
- eleição das comissões de ética e legislação pelos conselheiros.
Os responsáveis pela proposta defendem que as mudanças aumentam o controle sem retirar do presidente eleito a responsabilidade pela gestão do clube.
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