Futebol

Salários atrasados, protesto e pressão: veja os bastidores do São Paulo

Organizadas fecharam apoio ao elenco, direcionaram cobranças à diretoria e ouviram relatos sobre problemas financeiros no clube

3 min

25/08/2026 12:02 • Atualizado há 6 dias

O São Paulo vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A sequência de dez jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro, a derrota para a Chapecoense e os problemas internos levaram as principais torcidas organizadas do clube ao CT da Barra Funda na segunda-feira (24).

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Independente, Dragões da Real e Falange Tricolor participaram de uma reunião com jogadores, o técnico Dorival Júnior e o executivo de futebol Rafinha. O encontro durou mais de uma hora e teve cobranças, relatos sobre salários atrasados e um acordo para aumentar o apoio ao time na luta contra o rebaixamento.

Após a conversa, as organizadas decidiram direcionar a maior cobrança à diretoria e dar um voto de confiança ao elenco.

Organizadas saindo do CT da Barra Funda I Foto: Band

Organizadas saindo do CT da Barra Funda I Foto: Band

O que aconteceu na reunião no CT

Cerca de 40 torcedores participaram do encontro no CT da Barra Funda.

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A conversa aconteceu depois do treinamento e reuniu jogadores, comissão técnica e Rafinha. O presidente Harry Massis não estava no local.

As cobranças começaram pelo desempenho no Brasileirão, mas também passaram pela montagem do elenco, contratações e decisões tomadas pela diretoria ao longo da temporada.

Jogadores com menos minutos também foram questionados pela dificuldade em mudar o cenário das partidas quando entram no decorrer dos jogos.

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São Paulo tem 90 dias de direitos de imagem atrasados

A situação financeira também foi discutida no CT. Os jogadores convivem com 90 dias de atraso no pagamento dos direitos de imagem, problema que pesa no ambiente interno do clube.

Na saída, Baby, presidente da Independente, afirmou que as torcidas entendem que a maior responsabilidade pelo momento passa pela diretoria.

“Quem faz mal ao São Paulo Futebol Clube não são esses caras que estão correndo. Estão todos com salário atrasado”, declarou.

A partir desse cenário, as organizadas decidiram concentrar a principal cobrança nos dirigentes, sem deixar de exigir resposta do time dentro de campo.

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“A maior cobrança vai ser no Morumbi, para cima da diretoria, dos verdadeiros culpados”, afirmou.

Organizadas prometem apoio ao time

Apesar do ambiente de cobrança, as três torcidas decidiram apoiar o elenco dentro de campo.

Independente, Dragões da Real e Falange Tricolor acertaram a utilização de uma bateria única nos próximos jogos do São Paulo no Morumbi.

A medida valerá nos compromissos contra Bragantino e Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro.

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O entendimento entre os grupos é separar a pressão política do apoio durante os 90 minutos. O foco esportivo passa a ser a recuperação no Brasileirão.

Diretoria vira principal alvo

A ausência de Harry Massis também entrou no radar das organizadas.

O presidente não participou da reunião no CT. Integrantes das torcidas já avisaram que esperam sua presença em uma próxima conversa.

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Nenhum representante da diretoria se pronunciou sobre o conteúdo do encontro.

Depois da reunião, Independente, Dragões da Real e Falange Tricolor divulgaram uma nota conjunta. No texto, os grupos criticaram a gestão do clube, pediram mobilização da torcida e reforçaram o apoio aos jogadores nesta reta final.

As organizadas também afirmaram que pretendem cobrar grupos políticos ligados ao São Paulo e acompanhar de perto as movimentações para a próxima eleição.

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Dorival segue pressionado, mas fica

A crise também atinge Dorival Júnior.

O treinador soma duas vitórias em 11 jogos desde que retornou ao clube. Os dois triunfos aconteceram pela Copa Sul-Americana, contra Bolívar e Boston River.

No Brasileirão, Dorival ainda não venceu. São sete partidas, com três empates e quatro derrotas.

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Apesar da sequência, a diretoria não trabalha neste momento com uma nova troca de treinador.

O custo de uma eventual rescisão pesa na decisão. O São Paulo ainda convive com despesas e pendências ligadas a mudanças recentes no comando técnico.

Luis Zubeldía e Hernán Crespo deixaram custos para o clube. Roger Machado abriu mão da própria multa, mas integrantes de sua comissão acionaram o São Paulo na Justiça.

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Neste cenário, o entendimento interno é manter Dorival e evitar um novo impacto financeiro em meio à luta contra o rebaixamento.

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