Esportes

Infantino rebate críticas à Copa, acusa opositores de 'ódio' e prega união

O presidente da Fifa minimizou polêmicas diplomáticas e garantiu que o futebol supera a política.

3 min

27/07/2026 10:45 • Atualizado há 35 dias

Infantino rebate críticas à Copa, acusa opositores de 'ódio' e prega união

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, decidiu quebrar o silêncio e responder de forma enfática aos questionamentos que cercaram a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México. Em uma carta aberta publicada em suas redes sociais, o dirigente acusou os opositores de espalharem desinformação e resumiu a essência do torneio em uma frase categórica: "Futebol não é política, é união."

Continua depois da publicidade

A manifestação ocorreu após a edição de 2026 ser marcada por debates sobre a organização, restrições de entrada de estrangeiros nos EUA e decisões disciplinares controversas. Infantino criticou duramente quem focou nos problemas em vez de celebrar a festa das arquibancadas.

"A todos vocês que deixaram de ver crianças, bebês, avós e pais se reunirem em torno desse belo esporte, peço desculpas por os jogos já terem acabado e por vocês terem perdido toda essa alegria e união", escreveu o dirigente.

Ataque às fake news e defesa do espetáculo

Aprofundando o tom de desabafo, o mandatário da entidade máxima do futebol atacou diretamente os detratores, afirmando que a cobertura de parte da imprensa e dos críticos foi alimentada por hostilidade e informações inverídicas.

Continua depois da publicidade

"Aos que, por trás de suas canetas e papéis, ou atrás de suas telas, espalham ódio e rumores falsos, quero dizer que, enquanto vocês permanecem aí, nós, na Fifa, estamos na linha de frente organizando, trabalhando arduamente e entregando o maior espetáculo do mundo", afirmou Infantino.

Geopolítica, vistos e arbitragem no centro das atenções

Infantino destacou a presença de países em cenários de crise ou conflito e citou pontualmente a participação de uma das seleções mais visadas da competição.

"O Irã entrou nos Estados Unidos sem qualquer incidente ou conflito. A seleção iraniana recebeu vistos para entrar porque o futebol é sobre paz. Não é sobre política", declarou.

Continua depois da publicidade

Torcida do Irã durante jogo da Copa do Mundo de 2026

Torcida do Irã durante jogo da Copa do Mundo de 2026

Crédito: REUTERS/Daniel Cole

Apesar da fala, o torneio foi impactado por severas restrições de entrada em solo estadunidense, que afetaram torcedores, membros de delegações e até profissionais do apito — como o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de ingressar no país mesmo portando visto válido.

Polêmicas disciplinares no gramado

Outro ponto que gerou forte desconfiança durante o Mundial foi o campo disciplinar, especialmente em episódios como o do atacante norte-americano Folarin Balogun. O atleta havia sido expulso e enfrentaria suspensão automática, mas teve a punição anulada antes do jogo contra a Bélgica, levantando suspeitas de favorecimento e interferência política na entidade.

Balogun comemora seu segundo gol com a camisa dos Estados Unidos

Balogun comemora seu segundo gol com a camisa dos Estados Unidos

Crédito: REUTERS/Matthew Childs

Sem citar o jogador nominalmente, Infantino minimizou os episódios de arbitragem e argumentou que falhas e decisões questionáveis acontecem nas principais ligas do planeta. Segundo o dirigente, a Fifa atua em um ecossistema muito mais complexo e, no saldo final, a Copa transcorreu com segurança, marcada por "alegria e felicidade" entre torcedores de todas as partes do globo.

Continua depois da publicidade

Com informações da Estadão Conteúdos

Infantino rebate críticas à Copa, acusa opositores de 'ódio' e prega união