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João Fonseca tem longas pausas questionadas após derrota inesperada na estreia em Toronto

Brasileiro deve deixar o top 50 após derrota e agora se prepara para o Aberto de Cincinnati

3 min

29/07/2025 18:00 • Atualizado há 318 dias

João Fonseca tem longas pausas questionadas após derrota inesperada na estreia em Toronto

João Fonseca foi eliminado na primeira rodada do Masters 1000 de Toronto nesta segunda-feira (28). Perdeu por 2 sets a 0, em parciais de 7/6 e 6/4, em um jogo quase irreconhecível do brasileiro. Com dificuldade nas devoluções e sem a intensidade à qual estamos acostumados, o que chamou a atenção de muitos foi o tempo que João teve para se preparar para o torneio, que marcou a transição entre os torneios de grama e a quadra rápida para o atleta.

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Após a eliminação em Wimbledon no dia 4 de julho, João não jogou os torneios de saibro que ocorreram nas duas últimas semanas, nem o ATP 500 de Washington, que já marca o início da gira norte-americana nas quadras rápidas. Voltou apenas para o Aberto do Canadá após 24 dias, que foram divididos entre uma semana de descanso, outra de treino no Rio de Janeiro e a ida antecipada para Toronto.

O circuito da ATP vai do início de janeiro até o final de novembro, é extremamente exaustivo, e reclamações por parte dos jogadores não faltam. A decisão da comissão técnica de João de ter pausas maiores do que a maioria dos outros jogadores leva em consideração tanto a preparação mental quanto a física. Fonseca, com apenas 18 anos, já é uma das maiores sensações do tour, e se “proteger” da exaustão e da pressa no início da carreira pode ser uma estratégia que resulte em um atleta mais bem preparado para lidar com a pressão. Além do cuidado com seu corpo — uma vez que o tênis está cada vez mais físico e intenso —, uma lesão agora pode perseguir o atleta pelo resto de sua trajetória.

João deve deixar o top 50 a partir do dia 4 de agosto, já que não conseguiu defender os 75 pontos que conquistou ao vencer o Challenger de Lexington nesta mesma semana no ano passado. Ele somou apenas 10 pontos ao jogar hoje; então, tendo 65 subtraídos de sua pontuação geral, fica em 52° no ranking.

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Pensando em sua evolução como jogador, a saída do top 50 pouco importa. Seu segundo ano no tour, com uma ascensão explosiva, já é marcado por diversas conquistas mais importantes do que 100 pontos a mais ou a menos. É o momento de coletar novas experiências, novos torneios, começar a se acostumar com grandes jogos em grandes palcos. E, nesse processo, também teremos derrotas inesperadas, más atuações e dias ruins. Tentar atender às expectativas irreais da torcida brasileira é algo que, felizmente, não parece estar nos planos de João.

Após sua eliminação na terceira rodada de Roland Garros, em junho, João falou sobre seu objetivo até o final da temporada:

“Quero jogar os grandes torneios, estar nas chaves principais, jogar todos os ATP 500. Talvez chegar ao top 40. No final do ano, o meu objetivo é ser um cabeça de chave na Austrália. Eu sei que precisamos de tempo e resultados, mas esse é meu objetivo pessoal”, disse em coletiva após o jogo.

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Para ser cabeça de chave no Aberto da Austrália, João precisa estar entre os 32 melhores do ranking. É um objetivo muito desafiador, porém alcançável. Até o Grand Slam australiano, ele defende 185 pontos no ranking, mas já tem alguns garantidos por se classificar diretamente para as chaves principais dos torneios que ainda joga neste ano.

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