Como a Red Bull saiu de um início difícil para voltar a vencer na F1
Atualizações no RB22 e participação de Verstappen no desenvolvimento ajudam a explicar reação da equipe em 2026
A Red Bull confirmou em Singapura, no último domingo (11), que sua recuperação na Fórmula 1 vai além de um resultado isolado.
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A vitória em Marina Bay veio uma semana depois do fim do jejum no GP do Bahrein, disputado na Malásia. Entre os dois fins de semana, Verstappen somou 58 pontos, incluindo os oito da sprint, e chegou a cinco pódios consecutivos nas corridas principais.
O desempenho contrasta com o início de 2026, marcado por problemas de confiabilidade e dificuldades para acompanhar Mercedes, Ferrari e McLaren.
Por que a Red Bull começou o ano atrás
Parte da dificuldade nasceu antes mesmo da estreia do RB22. Segundo Laurent Mekies, a equipe pagou o preço por manter o desenvolvimento do carro de 2025 até o fim da disputa pelo título, enquanto os concorrentes transferiam recursos para o novo regulamento.
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Ao mesmo tempo, a Red Bull encarou a estreia de sua própria unidade de potência, desenvolvida em parceria com a Ford. O desafio de integrar um novo carro a um novo motor veio acompanhado de falta de ritmo e falhas de confiabilidade nas primeiras etapas.
Os resultados de Verstappen mostram esse começo: sexto na Austrália, abandono na China, oitavo no Japão e quinto em Miami. Seu primeiro pódio apareceu apenas na quinta etapa, no Canadá, com o terceiro lugar.
O que mudou no carro
Um passo importante veio no Azerbaijão, com alterações no assoalho e nas laterais do RB22. O objetivo era aumentar a pressão aerodinâmica sobre o carro sem comprometer a estabilidade do fluxo de ar.
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Em Singapura, chegaram ajustes menores. A asa dianteira recebeu novas geometrias nas abas e nas placas laterais.
Como foi a recuperação ao longo de 2026
Depois do pódio no Canadá, Verstappen terminou em segundo na Áustria e na Hungria, além de conquistar o terceiro lugar na Bélgica. Os abandonos, porém, continuaram interrompendo a sequência: foram quatro nas corridas principais até Singapura, na China, em Mônaco, na Grã-Bretanha e na Holanda.
Desde Monza, o cenário mudou. O holandês não ficou mais fora do pódio.
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- Itália — 3º
- Espanha, em Madri — 2º
- Azerbaijão — 2º
- Bahrein, na Malásia — 1º
- Singapura — 1º
Hadjar também contribuiu para a campanha. O francês foi terceiro em Mônaco e voltou ao pódio no Azerbaijão, onde a Red Bull colocou os dois carros entre os três primeiros. Na Malásia, terminou em quinto; em Singapura, recuperou-se de uma largada dos boxes para chegar em décimo.
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