Participantes quilombolas deixam o Escola de Sabores e celebram trajetória
Merendeiras deixaram o programa no segundo episódio, mas celebraram intercâmbio cultural e novas receitas

As merendeiras Maria de Lourdes, Ducivânia e Juscilene foram as primeiras eliminadas da temporada de estreia do programa Escola de Sabores. Representantes de comunidades quilombolas, as participantes deixaram a competição após o segundo episódio, exibido pela Band neste sábado (27), mas ressaltaram o orgulho de apresentar sua cultura e a força da mulher brasileira em rede nacional.
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Apesar da saída precoce, o trio destacou que a experiência de levar a culinária de seu território para o palco do programa superou o peso da eliminação. .
O desafio da competição e o sentimento da despedida
Maria de Lourdes não escondeu a dualidade de sentimentos ao ser eliminada. Ela explicou que, embora exista a tristeza por não alcançar a final e a premiação, entende a dinâmica do reality show. “A gente tá aqui pra ganhar e pra perder. Infelizmente, alguém tem que ser o vencedor e alguém tem que ir pra casa”, afirmou.
Ducivânia compartilhou da mesma visão, pontuando que a eliminação faz parte do processo de afunilamento dos 15 participantes iniciais. Mesmo saindo na primeira prova, ela avaliou a passagem pelo programa de forma positiva: “Valeu a experiência, foi muito bom”. Já Juscilene admitiu o abalo inicial, mas garantiu estar em paz com o resultado. “Eu me senti triste, mas agora eu já estou aliviada, já estou torcendo por quem vai ficar”, declarou.
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Intercâmbio cultural e aprendizados
Para as cozinheiras, o maior legado do programa foi a troca de conhecimentos com profissionais de outras regiões. Juscilene destacou que pretende aplicar o que aprendeu no cotidiano da escola onde trabalha. “Eu levo a parceria e o aprendizado que tive com as outras sobre os pratos delas. Tem coisas que eu posso tentar lá na minha escola”, revelou.
Ducivânia, que inicialmente hesitou em aceitar o convite por insegurança, celebrou a superação pessoal de ter entregado seu prato e conhecido uma nova realidade. “Nunca imaginei um dia estar aqui em São Paulo. Foi lindo demais”, disse.
Portas abertas e orgulho quilombola
Ao final da participação, o tom dominante entre as eliminadas foi o de resiliência e otimismo. Maria de Lourdes afirmou que deixa a competição com o coração leve e confiante no futuro. “Dentro de mim não vai tristeza, só felicidade, porque eu vivi um momento único. A partir de agora, Deus vai abrir portas. Me sinto vencedora”, enfatizou.
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Juscilene encerrou reforçando o impacto emocional da jornada e a autodescoberta de sua própria resistência durante as gravações. “Eu levo comigo a força dessa mulher gigante que eu sou, que desabou, chorou, mas se recompôs”, finalizou a participante.
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