Buscas por sobreviventes seguem após terremoto e queda de shopping no Japão
Bombeiros, policiais e mais de quatro mil militares vasculham escombros em Kumamoto, onde ao menos 14 pessoas morreram
As equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes sob os escombros de um shopping que desabou no sul do Japão. Na província de Kumamoto, bombeiros, policiais e mais de quatro mil militares vasculham montanhas de concreto na tentativa de encontrar quem ainda esteja preso. Ao menos 14 pessoas morreram.
Continua depois da publicidade
O desabamento foi provocado por uma explosão que atingiu o shopping 50 minutos depois do terremoto de magnitude 7,1, que derrubou o edifício e desencadeou alertas de tsunami. Pelo menos 100 réplicas foram registradas desde então. Nas imediações, clientes se agacharam no chão de uma loja, e a câmera de um carro flagrou a agitação no mar.
Tudo indica que a explosão ocorreu por um vazamento de gás. O prédio utilizava GLP em vez de gás encanado, bombeado a partir de um tanque de armazenamento externo. Segundo funcionários, o sistema havia passado por verificação de segurança no mês passado.
O presidente do shopping pediu desculpas, confirmou que três mil clientes foram retirados até meia hora após o tremor e disse que investiga por que algumas pessoas permaneceram dentro do prédio. O centro comercial, o maior da região, havia sido reinaugurado há um mês, depois de reformas para reparar danos de outro terremoto, em abril de 2016.
Continua depois da publicidade
O Japão possui uma das estruturas de resposta a terremotos mais eficientes do mundo. O país concentra os trabalhos de resgate com as próprias equipes e, até agora, não solicitou ajuda internacional.
Milhares de imóveis seguem sem energia elétrica. Estradas racharam, pontes e prédios colapsaram, assim como templos históricos, alguns com mais de um século de existência, e até túmulos de um cemitério.
O ex-jogador Zico está no Japão e tranquilizou os brasileiros. "A gente lamenta muito tudo isso que aconteceu. Com certeza, pela estrutura que o Japão tem contra isso, logo vai estar tudo recuperado", afirmou. "Nós estamos muito bem aqui, tranquilos, sem preocupações."
Fique por dentro das últimas
notícias
