Internacional

Diplomatas se reúnem no Paquistão para tentar encerrar guerra no Irã

Reunidos em Islamabad, chanceleres tentam abrir canal direto entre Washington e Teerã; entrada dos houthis no conflito e ameaças a universidades elevam tensão global

2 min

29/03/2026 10:02 • Atualizado há 156 dias

Diplomatas se reúnem no Paquistão para tentar encerrar guerra no Irã

Diplomatas de potências regionais se reuniram neste domingo (29), no Paquistão, em uma tentativa urgente de frear a escalada de violência no Oriente Médio. Apesar da mobilização em Islamabad, o cenário no terreno é de agravamento: Israel e Estados Unidos mantêm ofensivas contra o Irã, que responde com disparos de mísseis e drones.

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O encontro contou com os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Turquia e Egito. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou ter mantido "discussões amplas" com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. O objetivo central é estabelecer um diálogo direto entre Washington e Teerã, que hoje se comunicam apenas por intermediários.

A reunião ocorre dias após os EUA apresentarem uma lista de 15 pontos para um possível acordo. Em contrapartida, Teerã elaborou uma proposta de cinco itens, que inclui a interrupção da morte de autoridades iranianas, garantias contra novos ataques e reparações de guerra, fim das hostilidades e reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz. Até o momento, as autoridades iranianas rejeitam publicamente os termos americanos, afirmando que não negociarão sob pressão militar.

Expansão do conflito e ameaça acadêmica

A guerra, que já deixou mais de 3 mil mortos em apenas um mês, ganhou novos contornos dramáticos neste domingo, com ameaça a Universidades, entrada dos houthis e reforço militar.

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O balanço de vítimas segue aumentando de forma alarmante. No Irã, o número de mortos ultrapassa 1.900. No Líbano, a incursão israelense contra o Hezbollah já vitimou 1.100 pessoas. Mortes também foram registradas em Israel (19), Iraque (80 integrantes das forças de segurança) e em países do Golfo (20).

Além da tragédia humanitária, o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz ameaça paralisar o fornecimento global de gás e petróleo, o que já gera instabilidade nos mercados internacionais e eleva o temor de uma crise energética sem precedentes.

Com informações da Agência Estado

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