Estados Unidos acusam Maduro e esposa de tortura a opositores
Nova denúncia apresentada por promotores americanos atribui ao ex-presidente violações de direitos humanos para reprimir adversários políticos

Promotores dos Estados Unidos anunciaram novas acusações contra o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, alegando que ambos participaram de uma conspiração para torturar opositores políticos e cidadãos americanos.
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As novas acusações se somam aos processos anteriores por tráfico de drogas que já tramitam contra o casal, segundo uma denúncia revisada divulgada nesta quinta-feira. Maduro e Flores negam as acusações.
Segundo a versão revisada da acusação, o casal teria cometido violações de direitos humanos como parte de uma estratégia para se manter no poder.
As relações entre Washington e a Venezuela, país rico em petróleo e governado pelo chavismo, foram marcadas por tensão ao longo dos 13 anos de Maduro no comando do país.
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Organizações de direitos humanos acusam há anos autoridades venezuelanas de torturar detidos. A denúncia apresentada nesta quinta-feira, porém, marca a primeira vez em que Maduro é diretamente responsabilizado por essas alegações em um processo nos Estados Unidos.
De acordo com o documento, ele teria autorizado o uso de tortura contra indivíduos específicos e supervisionado um sistema baseado em tortura, detenções arbitrárias e violência para reprimir a oposição política.
As acusações incluem supostos episódios de choques elétricos, espancamentos e asfixia.
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Trump exalta operação contra Maduro
Maduro, de 63 anos, e Flores estão detidos em um centro federal no Brooklyn enquanto aguardam julgamento previsto para junho do próximo ano.
O casal foi capturado durante uma operação realizada na madrugada de 3 de janeiro em sua residência em Caracas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a ação como uma "operação cirúrgica de aplicação da lei".
Após a captura, Maduro e Flores foram levados para Nova York, onde também respondem a acusações relacionadas a tráfico de drogas e armas. Maduro sustenta sua inocência. Ele afirma ser um prisioneiro de guerra e classifica sua captura como um sequestro.
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gq (DW, AFP, Reuters)
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