Após 90 anos, EUA terão transmissão ao vivo de execução pública
O Pentágono informou nesta quinta-feira (8), que a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, autor do tiroteio na base militar de Fort Hood, será

O Pentágono informou nesta quinta-feira (8), que a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, autor do tiroteio na base militar de Fort Hood, será transmitida ao vivo. A confirmação ocorreu após o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarar que o procedimento será "público" para a população norte-americana, agendado para 3 de dezembro.
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A escolha pelo fuzilamento e a transmissão inédita ocorrem em meio a intensos debates no sistema carcerário dos Estados Unidos sobre os métodos de pena capital. O cenário ganha repercussão após episódios de falhas graves em execuções por injeção letal no país, como o caso da prisioneira Christa Pike, que permaneceu consciente mesmo após receber duas doses letais do protocolo de substâncias.
Anúncio do Pentágono e aprovação presidencial
Em entrevista à emissora Real America's Voice News a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, Hegseth afirmou que a execução do ex-psiquiatra do exército ocorrerá na própria base de Fort Hood. Hasan foi condenado à morte pelo assassinato de 13 pessoas e por ferir outras 32 durante um ataque em 2009.
"Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja pública", disse Hegseth.
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O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou que o presidente Donald Trump aprovou o procedimento. O secretário de Defesa ressaltou que as Forças Armadas não executam um militar desde 13 de abril de 1961, data do enforcamento do soldado John Bennett. Já a última execução pública registrada no país ocorreu em 1936, no estado do Kentucky. Questionado sobre eventuais solicitações do condenado, Hegseth declarou: "Não me importo. Vamos vê-lo no dia 3 de dezembro."
Discussão jurídica e histórico do ataque
Apesar do anúncio do governo, especialistas em direito militar apontam que o cumprimento da sentença pode sofrer atrasos. O professor de Direito da Universidade de Yale, Eugene R. Fidell, avalia que Hasan pode recorrer à Justiça civil mediante pedido de habeas corpus. "Francamente, isso pode se prolongar além do mandato do atual governo, e quem sabe se o próximo terá a mesma propensão para execuções", afirmou Fidell.
O crime ocorreu em 2009, quando Hasan, então ocupando o posto de major, invadiu um centro médico de Fort Hood onde soldados aguardavam para receber vacinas e autorizações de envio ao exterior. Portando uma pistola com mira a laser, ele gritou "Allahu akbar" ("Deus é grande", em árabe) e abriu fogo contra os militares.
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As investigações comprovaram que o atirador planejou a ação durante semanas, incluindo treinamentos de recarga rápida em um campo de tiro perto de Austin. Peritos recolheram 146 cartuchos no local do crime. Durante o julgamento, no qual atuou na própria defesa, Hasan não contestou as provas e declarou ter agido para tentar impedir o envio de tropas ao Afeganistão.
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