Irã diz que EUA respondeu proposta para encerrar guerra e não revela detalhes
Chanceler também apresentou ao gabinete as condições discutidas pelo Irã para uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz.

Autoridades iranianas indicaram que receberam uma resposta oficial dos Estados Unidos à mais recente proposta de Teerã para encerrar a guerra que já dura sete meses - oferta que o O governo do Irã informou nesta quarta-feira (30) que recebeu uma resposta oficial dos Estados Unidos à proposta apresentada por Teerã para tentar encerrar a guerra. O conteúdo da resposta não foi divulgado, e as autoridades iranianas também não informaram se a mensagem representa uma rejeição formal. O presidente americano, Donald Trump, havia rejeitado publicamente a proposta dias antes.
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Segundo a agência estatal iraniana IRNA, a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, afirmou que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apresentou a resposta americana ao presidente Masoud Pezeshkian durante uma reunião do gabinete. Pezeshkian declarou que o Irã fará "todo esforço" para chegar a um acordo, mas defendeu que qualquer entendimento seja baseado em uma estratégia de "ganha-ganha" e preserve os "direitos do povo iraniano".
Araghchi retornou ao Irã após participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde manteve conversas indiretas com autoridades americanas e encontros com mediadores do Catar e do Paquistão. O chanceler também apresentou ao gabinete as condições discutidas pelo Irã para uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz.
Irã propôs reabrir Estreito de Ormuz
Na semana passada, Araghchi afirmou que o Irã poderia reabrir o Estreito de Ormuz em até uma semana caso os Estados Unidos suspendessem o bloqueio aos portos iranianos, liberassem ativos do país congelados no exterior e concedessem isenções de sanções para as vendas de petróleo, entre outras condições. A proposta também previa a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano.
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Trump rejeitou a proposta dias depois. O presidente americano afirmou que o Irã estaria buscando um acordo por estar "perdendo muito" e declarou que a oferta "não seria aceitável". Apesar da rejeição pública, mediadores do Catar e do Paquistão continuaram trabalhando para tentar aproximar os dois governos e discutir uma saída para o conflito e a reabertura do corredor marítimo.
EUA impõem novas sanções ao Irã
No mesmo contexto, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou na terça-feira (29) novas sanções contra pessoas e empresas no Irã, em Hong Kong e no Paquistão. Segundo o governo americano, os alvos atuavam como facilitadores financeiros da cadeia de suprimentos militares iraniana.
A medida faz parte da campanha do governo Trump chamada Operação Pária Econômico, que tem como objetivo cortar o que Washington descreve como "linhas financeiras vitais" do Irã.
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Também houve tensão em torno da permanência da delegação iraniana em Nova York. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, determinou que Araghchi e os integrantes da delegação deixassem os Estados Unidos antes do previsto, segundo autoridades americanas ouvidas pela Associated Press. A versão apresentada por funcionários americanos é que Rubio ficou insatisfeito com o pouco avanço nas negociações e determinou a saída da delegação.
A missão do Irã na ONU, porém, negou que tenha recebido uma ordem para deixar Nova York. Em publicação na rede X, afirmou que a delegação saiu da cidade na noite de segunda-feira, conforme um cronograma informado previamente ao Departamento de Estado americano em 17 de setembro, e classificou as informações divulgadas por Washington como "infundadas".
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