Jornalista japonês é preso na Rússia por suspeita de espionagem
Repórter do "Hokkaido Shimbun" foi detido em Sakhalin e transferido para Moscou pelo FSB

As autoridades russas anunciaram nesta terça-feira (13), a prisão de um jornalista japonês acusado de espionagem para os serviços de inteligência de seu país. A detenção ocorreu na região de Sakhalin — território no leste da Rússia que abrange a ilha de mesmo nome e o arquipélago das Curilas.
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O suspeito, que trabalha para o jornal "Hokkaido Shimbun" e teve suas atividades interrompidas "na véspera de sua saída" do território russo, foi transferido de Sakhalin e colocado em prisão preventiva na capital, Moscou.
De acordo com um comunicado do Serviço Federal de Segurança (FSB), divulgado pela agência de notícias russa Interfax, a operação interrompeu a coleta de dados estratégicos na região fronteiriça.
"No território da região de Sakhalin, foi frustrada a atividade ilícita de um correspondente credenciado junto ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia, cidadão japonês, suspeito de espionagem em benefício de um dos serviços secretos japoneses", comemorou o órgão.
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O órgão de segurança informou ainda que o profissional, cuja identidade não foi divulgada, "coletava e armazenava informações relacionadas à capacidade de defesa do país, com o objetivo de transmiti-las a pedido dos serviços de inteligência nacionais para uso contra a segurança da Federação Russa".
Contexto de Tensão Geopolítica
A detenção do correspondente ocorre em um momento de deterioração nas relações diplomáticas entre Moscou e Tóquio. As tensões bilaterais sofreram um retrocesso desde que, em agosto passado, o presidente russo, Vladimir Putin, visitou as ilhas Curilas. Administrativamente vinculadas à região de Sakhalin, as ilhas são objeto de uma disputa territorial histórica com o governo japonês, que as denomina Territórios do Norte.
O Japão adiou por décadas a assinatura de um acordo de paz oficial com a Rússia na expectativa de recuperar a soberania sobre o arquipélago. Para fundamentar sua reivindicação, Tóquio se baseia no Tratado Bilateral de Comércio e Fronteiras assinado com Moscou em 7 de fevereiro de 1855. Por sua vez, o Kremlin apoia sua posição nos tratados internacionais firmados ao final da Segunda Guerra Mundial.
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Com Estadão Conteúdos
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