Internacional

Morte de Mujica: relembre momentos que fizeram o mundo parar

Ex-presidente do Uruguai morreu aos 89 anos; Sala Digital mostra episódios que marcaram sua trajetória e geraram picos de busca no Google ao redor do planeta

4 min

13/05/2025 17:27 • Atualizado há 473 dias

A morte de José Mujica, aos 89 anos, anunciada nesta terça-feira (13), fez o nome do ex-presidente uruguaio voltar ao topo das buscas no mundo.

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O luto, muitas vezes, desperta a curiosidade de relembrar e compreender com maior profundidade a trajetória de uma figura pública. No caso de Mujica, não é diferente.

Entre as principais perguntas realizadas no Google pelos brasileiros em 2025 sobre o ex-presidente do uruguai, estão:

Quais foram as profissões de Mujica?

“Pepe” Mujica era agricultor, militante político e, ao longo da carreira pública, ocupou os cargos de deputado, senador, ministro da Agricultura e, claro, presidente do Uruguai entre 2010 e 2015. Mesmo após deixar o cargo, continuou ativo na política e respeitado internacionalmente.

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Mujica ficou preso quantos anos?

Mujica passou cerca de 15 anos preso, a maior parte durante a ditadura militar uruguaia. Entre 1973 e 1985, foi mantido como refém do regime, com cerca de 11 anos em um calabouço e quase uma década em confinamento solitário. A prisão foi consequência de sua atuação como membro do grupo guerrilheiro Tupamaros.

Onde vive Mujica?

Mesmo durante a presidência, Mujica optou por continuar vivendo na própria casa, uma pequena chácara nos arredores de Montevidéu, recusando-se a morar na residência presidencial oficial. Mesmo após deixar a presidência, Mujica continuou morando no local.

Os momentos em que Mujica parou o mundo

A Sala Digital analisou os dados do Google Trends e listou os cinco momentos da vida pública de Mujica que mais despertaram interesse global. A ordem da lista segue o volume de buscas — do maior para o menor — e mostra como o ex-guerrilheiro, conhecido por sua simplicidade, autenticidade e firmeza, virou símbolo internacional.

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Janeiro de 2025: Mujica diz que está morrendo

No início deste ano, Mujica anunciou que não faria novos tratamentos contra o câncer no esôfago. Em entrevista ao jornal Búsqueda, afirmou que queria apenas aproveitar o tempo que restava: “Estou morrendo. E o guerreiro tem direito ao seu descanso.”

A declaração emocionou o Uruguai e ganhou manchetes no mundo inteiro, provocando o maior pico de buscas pelo nome de Mujica no planeta.

Março de 2015: Mujica deixa a presidência

Mesmo fora do poder, Mujica seguiu como referência. Quando deixou o cargo, em 2015, tinha 65% de aprovação popular. O interesse global aumentou nesse período por conta do simbolismo: era o presidente que morava num sítio, dirigia um Fusca azul e doava a maior parte do salário.

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Ele saiu do governo como entrou: sem luxo, mas com autoridade moral — o que garantiu seu lugar entre os líderes mais respeitados da América Latina.

Maio de 2014: legalização da maconha no Uruguai

Em maio de 2014, Mujica assinou o decreto que regulamentava a produção, venda e consumo de maconha no Uruguai — o primeiro país do mundo a legalizar a droga de forma tão ampla. A medida chamou atenção da imprensa internacional, pesquisadores e governos. Para Mujica, não era uma questão ideológica: “É tirar o mercado do narcotráfico.”

O pioneirismo na regulamentação fez as buscas por ele dispararem globalmente.

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Novembro de 2014: um sheik tenta comprar o Fusca

O famoso Fusca azul de Mujica, modelo 1987, voltou aos holofotes em novembro de 2014, quando um sheik árabe ofereceu US$ 1 milhão pelo carro. Mujica recusou. Disse que o valor era simbólico e, se aceitasse a proposta, doaria o dinheiro para ajudar moradores de rua. O gesto viralizou e reforçou sua imagem de líder simples e incorruptível — e levou o nome dele novamente ao topo das buscas.

Abril de 2013: áudio vazado com crítica a Cristina Kirchner

Em 2013, Mujica foi flagrado por um microfone aberto dizendo: “Essa velha é pior que o caolho. O caolho era mais político, ela é teimosa.” As falas se referiam à então presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e ao ex-presidente Néstor Kirchner.

À época, a crítica causou uma crise diplomática entre os dois países, mas Mujica não se desculpou, manteve a postura e a popularidade. Pelo contrário, sua sinceridade, muitas vezes direta e sem filtro, aumentou ainda mais o interesse global por sua figura.

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