ONU condena ordem de ditador da Nicarágua em acabar com eleições no país
O governo brasileiro declarou que acompanha os desdobramentos da crise política na Nicarágua com preocupação
A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou duramente a decisão do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de encerrar o processo eleitoral no país. Em declaração oficial, o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu a reabertura imediata do espaço cívico e a restauração do Estado de Direito, ressaltando que a medida viola compromissos e obrigações internacionais assumidos pelo Estado nicaraguense.
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A decisão do regime nicaraguense visa impedir formalmente qualquer vitória ou participação da oposição em disputas políticas. Daniel Ortega, ex-guerrilheiro de esquerda que comanda o país de forma contínua há quase duas décadas, alegou abertamente o objetivo de neutralizar a oposição ao decretar o fim dos pleitos.
Posicionamento do Brasil
A comunidade internacional reagiu com apreensão ao recuo democrático na América Central. O governo brasileiro declarou que acompanha os desdobramentos da crise política na Nicarágua com preocupação.
No comunicado, o Itamaraty destacou que a realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos pilares da democracia e reforçou o compromisso do Brasil com esses princípios.
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A realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso
O ministério também pediu que as autoridades nicaraguenses assegurem ao povo o direito de escolher seus governantes, ressaltando que a participação popular em pleitos é condição essencial para a legitimidade de qualquer governo.
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