Internacional

Ex-ministro da Ucrânia defende realização de eleições em meio à guerra

Antes no comando da Defesa, Mykhailo Fedorov se tornou conhecido pelo uso bem-sucedido de drones contra a Rússia. Ele venceria Zelensky em um eventual pleito, segundo pesquisa

2 min

19/08/2026 14:06 • Atualizado há 12 dias

Ex-ministro da Ucrânia defende realização de eleições em meio à guerra

O ex-ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, defendeu a realização de eleições apesar da guerra em curso contra a Rússia, menos de um mês após sua demissão. A declaração foi feita em uma mensagem em vídeo publicada na terça-feira (18)

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"A democracia não deve ser refém da Rússia. Estamos lutando justamente porque queremos ser um Estado europeu livre", afirmou Fedorov. Segundo ele, o Estado precisa encontrar um "mecanismo legal, seguro e realista" para realizar uma votação apesar da continuidade da guerra.

Fedorov foi demitido após menos de seis meses à frente do Ministério da Defesa, como parte de uma reforma ministerial. A mensagem é amplamente vista como uma resposta à indicação, no mesmo dia, de um novo candidato ao cargo pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Demissão gerou protestos

A crescente popularidade de Fedorov foi considerada uma das razões para a demissão, bem como o fato de ele ter entrado em conflito com o comando militar tradicional ucraniano.

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A sua saída levou milhares de pessoas a protestarem ao redor da Ucrânia. Ele era visto como um ministro inovador pelo bem-sucedido uso da tecnologia de drones na defesa contra a Rússia.

Sob o comando de Fedorov, o Exército ucraniano praticamente paralisou o avanço de Moscou na linha de frente e promoveu ataques a refinarias e outras instalações de energia em território russo, causando escassez de combustível no país, segundo autoridades e analistas ocidentais.

Lei marcial impede eleições

Aos 35 anos, ele alcançou a idade mínima exigida pela Constituição para disputar a Presidência da Ucrânia. Uma pesquisa de opinião realizada entre julho e agosto indicou que ele derrotaria Zelenski hoje numa eleição presidencial.

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Pela atual legislação de lei marcial, eleições estão proibidas no país, o que tem mantido no poder Zelenski, que tomou posse em 2019. No entanto, a lei pode ser alterada por maioria simples.

Já as eleições parlamentares exigiriam uma emenda constitucional, algo impossível sob o atual regime de lei marcial. As eleições presidenciais, parlamentares e municipais previstas regularmente não foram realizadas devido à guerra.

ht/md (DPA, ots)

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