Rússia ataca perto de ônibus na Ucrânia e mata 30 pessoas; apagões se agravam
Um dia antes, um ataque russo com mísseis matou 22 pessoas, incluindo cinco crianças, em Pryluky, no norte da Ucrânia

Uma bomba guiada russa explodiu na manhã desta quinta-feira (8) perto de ônibus do transporte público que estavam lotados de passageiros em Kramatorsk, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia. Segundo autoridades locais, 30 pessoas morreram. O ataque ocorreu nas proximidades de um ponto de ônibus e levou à suspensão do transporte público na área.
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“Não há dúvida de que a Rússia está cinicamente mirando civis”, afirmou Oleksandr Honcharenko, chefe da administração militar local. Segundo ele, novos ataques com drones de pequeno porte dificultaram os trabalhos de resgate.
O ataque ocorre em meio à intensificação dos bombardeios russos contra a Ucrânia, enquanto a linha de frente permanece praticamente estagnada, mais de quatro anos e meio após o início da invasão em larga escala. Nas últimas semanas, Moscou ampliou os ataques a infraestruturas estratégicas, como instalações de energia, indústrias, ferrovias, agências postais, centros comerciais, redes de telecomunicações e postos de combustível, além de estruturas ligadas à exportação de grãos. A ofensiva aumenta a pressão sobre o país às vésperas do inverno.
Um dia antes, um ataque russo com mísseis matou 22 pessoas, incluindo cinco crianças, em Pryluky, no norte da Ucrânia. Autoridades também registraram ao menos 54 feridos. Na ocasião, equipes de resgate procuravam possíveis vítimas sob os escombros de um prédio residencial.
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Zelenski pede mais apoio militar da Otan
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, visitou Pryluky nesta quinta-feira, acompanhado do chanceler britânico Ed Miliband, que anunciou novas sanções contra a Rússia. Zelenski afirmou que os ataques diários com mísseis e drones devem se intensificar com a aproximação do inverno e pediu mais apoio militar dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Entre as medidas solicitadas estão sistemas de defesa contra mísseis balísticos, munições para aeronaves e investimentos em interceptadores, equipamentos usados para neutralizar ameaças aéreas.
Em áudios enviados a jornalistas, Zelenski informou que uma delegação ucraniana deve se reunir por dois dias, a partir desta sexta-feira (9), nos Estados Unidos, com Jared Kushner e Steve Witkoff, representantes do presidente Donald Trump. Segundo ele, as conversas devem abordar o reforço da defesa aérea ucraniana, entre outros temas.
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Kiev enfrenta cortes emergenciais de energia
A empresa de energia DTEK informou que a operadora Ukrenergo determinou cortes emergenciais no fornecimento de eletricidade em Kiev. Durante as interrupções, os cortes programados e rotativos seriam suspensos. Autoridades recomendaram que os moradores preparem kits de emergência, armazenem água e mantenham fontes alternativas de energia.
A polícia de Kiev informou que especialistas desativaram duas ogivas de mísseis balísticos que não explodiram e foram encontradas perto de edifícios residenciais. Cada uma pesava cerca de meia tonelada.
Na noite de quarta-feira (7), drones russos atingiram os distritos de Obolonskyi e Desnianskyi, na capital ucraniana. De acordo com a polícia, quatro pessoas morreram e 12 ficaram feridas, entre elas quatro crianças.
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Ataques ucranianos atingem estruturas na Rússia
A empresa russa Yandex informou que um de seus centros de processamento de dados na região de Ryazan, no oeste da Rússia, foi danificado em um ataque ucraniano com drones e ficou fora de operação.
A Ucrânia também afirmou ter atingido um grande complexo de refino de petróleo em Salavat, a cerca de 1.200 quilômetros de Moscou. A informação, no entanto, não foi verificada de forma independente.
Drones ucranianos também chegaram à região de Omsk, na Sibéria ocidental, a mais de 2.000 quilômetros da fronteira com a Ucrânia. Autoridades locais disseram que a maioria dos aparelhos foi derrubada, mas um deles atingiu uma área industrial.
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