Internacional

Sistema carcerário da Inglaterra enfrenta alta de presos reconduzidos

Mais de 50 mil detentos beneficiados por prisão domiciliar retornaram à cadeia em apenas um ano

2 min

31/08/2026 20:48 • Atualizado há 12 horas

O sistema prisional britânico enfrenta um cenário de superlotação e alta recorrência de infrações entre detentos beneficiados por programas de soltura antecipada. Entre março de 2025 e março de 2026, mais de 51,4 mil presos que cumpriam pena em liberdade condicional foram reconduzidos às celas na Inglaterra, representando uma alta de 28% em comparação aos doze meses anteriores.

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A medida de liberação antecipada havia sido adotada pelo governo para aliviar a superlotação nas prisões. No entanto, diretores de estabelecimentos penais apontam que o retorno rápido de detentos tem gerado um efeito de porta giratória no sistema carcerário do país.

Violação de regras e novos crimes

De acordo com as autoridades locais, a maioria dos reconduzidos descumpriu medidas cautelares, como a ausência em audiências ou a troca de endereço sem autorização. Contudo, cerca de 10,3 mil pessoas voltaram à cadeia após cometerem novos crimes durante o período em que deveriam cumprir pena em liberdade.

O governo reconhece a urgência de criar novos espaços no sistema prisional, mas o problema engloba desafios estruturais adicionais. Segundo o repórter, faltam funcionários, investimentos em manutenção e planejamento adequado para lidar com a alta demanda e a fiscalização dos detentos.

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Desafios na fiscalização e próximas medidas

Atualmente, o Reino Unido contabiliza cerca de 260 mil detentos em liberdade condicional. O monitoramento desses indivíduos é realizado por meio de regras que exigem contato com agentes penais e o uso de tornozeleiras eletrônicas.

Com o elevado volume de pessoas monitoradas, a pressão sobre os agentes encarregados da fiscalização aumentou consideravelmente. Em outubro, um novo programa de libertação antecipada deve beneficiar mais de 4 mil presos, após ajustes nas regras para excluir homicidas, estupradores e autores de crimes sexuais graves da lista de beneficiários.

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