Celulite e treino de glúteos: entenda por que o bumbum não muda
Médica explica que retrações de celulite e qualidade da pele interferem no contorno dos glúteos

Passar horas na academia e manter uma rotina rigorosa de exercícios para os glúteos não significa conseguir alterar todas as características físicas da região. Determinadas mulheres desenvolvem a musculatura, ganham volume e projeção, mas continuam incomodadas com irregularidades, depressões ou com o contorno que parece não acompanhar o rendimento dos treinos.
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Essa diferença ocorre principalmente quando a paciente interpreta qualquer alteração estética como falta de desenvolvimento muscular.
A médica Manoela Fassina, da Clínica Leger, esclarece que a avaliação profissional identifica outros fatores determinantes na aparência da região. “Muitas vezes, a paciente acha que precisa treinar mais ou aumentar o bumbum, mas o que chama atenção na avaliação são as retrações da celulite”, explica a especialista.
O impacto das retrações e da flacidez
Embora a atividade física fortaleça e faça crescer a musculatura dos glúteos, alterando volume e projeção, os aspectos superficiais da pele não seguem obrigatoriamente essa evolução.
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Uma depressão provocada pela celulite, por exemplo, permanece visível mesmo em pessoas com a musculatura altamente desenvolvida. Além disso, a flacidez cutânea e a qualidade dos tecidos influenciam diretamente o resultado visual.
A especialista destaca que a percepção individual muitas vezes gera expectativas equivocadas sobre o tratamento estético adequado.
“Quando a paciente olha para o próprio corpo, pode interpretar uma depressão como falta de volume e achar que precisa aumentar o bumbum. Mas, se existe uma retração puxando a pele, simplesmente colocar mais volume não significa que aquela depressão vai desaparecer”, afirma.
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Proporção corporal e avaliação individual
O formato dos glúteos precisa ser analisado em conjunto com a proporção de outras áreas corporais, como a cintura, o quadril e as coxas.
Por essa razão, duas pessoas com rotinas de treinamento idênticas podem apresentar aspectos visuais completamente diferentes.
Para Manoela Fassina, compreender essas distinções impede que a paciente insista em metas inatingíveis apenas com musculação ou busque o aumento de volume como solução padrão.
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“Exercício é fundamental e tem seu papel, mas não modifica todas as características que determinam o formato dos glúteos. Da mesma maneira, harmonização glútea não significa necessariamente aumentar o bumbum. Primeiro precisamos entender o que está causando aquele incômodo e só depois avaliar o que realmente faz sentido”, conclui.
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