Brasil

A cada 10 feminicídios em SP, 7 vítimas não tinham medida protetiva

Dados do TJSP reforçam a importância de denunciar; lei Maria da Penha completa 20 anos e ganha nova campanha de conscientização

2 min

07/08/2026 19:46 • Atualizado há 24 dias

No ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, um levantamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) revela um dado preocupante: a cada dez casos de feminicídio registrados no estado, em sete as vítimas não tinham medidas protetivas de urgência ativas contra os agressores.

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Para incentivar o uso do recurso legal, que estabelece prazo de até 48 horas para análise da Justiça, o TJSP lançou uma campanha em parceria com o Ministério Público, a OAB e a Defensoria Pública. Apenas no primeiro semestre deste ano, mais de 63 mil medidas foram concedidas em São Paulo.

Especialistas reforçam que a ajuda é gratuita e acessível presencialmente, por telefone ou via canais digitais.

Feminicídio na capital paulista

A importância da proteção legal foi evidenciada em mais um caso de violência na capital. Carolina Jascevícios Araújo, de 33 anos, foi morta a facadas dentro de seu apartamento pelo ex-marido, José Wellington da Silva, de 36 anos.

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O casal tinha dois filhos e estava separado. José Wellington, que tentava uma reconciliação, tirou a própria vida após cometer o crime ao pular do 15º andar do edifício. Carolina chegou a ter uma medida protetiva contra o ex-marido no ano passado, porém a restrição já não estava mais ativa.

Campanha A Band Não Se Cala

O Grupo Bandeirantes lançou a campanha "A Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.

A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.

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